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quarta-feira, 22 de julho de 2026
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Em protesto por melhorias, moradores do Ramal da Judia interditam ponte em Rio Branco

Em protesto por melhorias de infraestrutura na região e na segurança, um grupo de moradores do Ramal da Judia interditou na manhã de terça-feira, 5, a ponte Juscelino Kubitschek, conhecida popularmente como Ponte Metálica. Localizada no Centro de Rio Branco, a via liga o 1º ao 2° Distrito da capital e ficou com o trânsito congestionado durante todo bloqueio dos manifestantes.

Engarrafamentos também aconteceram na Avenida Getúlio Vargas, uma das principais da cidade, e na Rua Epaminondas Jácome, também na região central. Os moradores do local afirmam que uma obra não concluída elevou o nível da rua acima do adotado nas residências, o que causa alagamento nas casas quando chove. Além disso, eles alegam que o ramal está quase intrafegável.

Os manifestantes afirmaram que a situação mais agravante é a da Rua Francisco Sales, além de vários outros trechos. Durante o ato, eles também cobraram a recuperação da ponte sobre o Igarapé Judia, que de acordo com a comunidade, corre risco de desabar devido a precariedade de toda a estrutura. Toda manifestação foi acompanhada por policiais militares e agentes de trânsito.

Segundo Israel dos Santos Mineiro, morador do Ramal da Judia, e um dos organizadores do manifesto, a Prefeitura de Rio Branco não realizou intervenções no local durante a Operação Verão 2019. Ele afirmou que diversas solicitações para a execução de intervenções na região foram feitas ao Município desde ao ano de 2017. Porém, os moradores não obtiveram respostas.

“Estamos desde 2017 reivindicando essas obras de melhorias e até agora nada. Agora, com essa manifestação, chegamos a esse ponto de interditar a ponte porque nossos pedidos não foram atendidos e queremos chamar a atenção de todos para o descaso que estamos vivendo. Tentamos conseguir o que queremos da forma adequada. Só nos resta essa alternativa”, declarou Mineiro.

Também morador do local, Reginaldo Silva afirmou que a Associação de Moradores foi informada há muito tempo sobre a liberação de recursos para a reforma da ponte e melhorias. “Tem dias que o ônibus entra e tem dias que não. Nossa reivindicação é por vários motivos, porque falta polícia. É assalto em cima de assalto, quando vai pra escola é assaltado”, relatou indignado.

A ocupação da Ponte Metálica ocorreu durante uma hora e meia. Um representante do Município foi enviado até o local, e uma reunião entre a prefeita Socorro Neri (PSB) e líderes do movimento foi agendada. Os populares afirmaram que caso não haja solução dos problemas, novos atos serão feitos. Procurada pelo Jornal Opinião, a Prefeitura não se manifestou até o fechamento desta edição.