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domingo, 5 de julho de 2026
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Em novo ato, grevistas da Saúde ocupam Huerb e interditam avenida no Centro de Rio Branco

Em um novo ato realizado na quarta-feira, 11, os servidores da Saúde, que deflagaram uma greve geral em oito cidades do Acre na última terça-feira, 10, ocuparam o Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) e interditaram no Centro de Rio Branco uma das principais avenidas da capital. A categoria reivindica melhores condições de trabalho, melhorias salariais, estabilidade nos cargos e maior efetivo no quadro de servidores nas unidades geridas pelo Estado.

Além de Rio Branco, onde o movimento foi iniciado em frente a Secretaria de Saúde (Sesacre), a paralisação dos serviços também é feita nos municípios de Assis Brasil, Brasileia, Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Tarauacá, Xapuri e Rodrigues Alves segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Acre (Sintesac). A concentração dos grevistas foi feita em frente ao Pronto Socorro de Rio Branco, que durante o ato teve o portal principal fechado, com faixas e palavras de ordem.

Depois de ocuparem o Huerb os manifestantes seguiram mais uma vez à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), onde se reuniram com os deputados estaduais. Após a reunião eles seguiram para a sede da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre), onde ocuparam novamente o saguão do prédio e cantaram o hino nacional. Durante a caminhada até a Sesacre, os grevistas interditaram a Avenida Getúlio Vargas por 20 minutos, uma das principais da cidade, no Centro de Rio Branco.

Presidente do Sintesac, Adailton Cruz Cruz destacou que o baixo número de servidores integrados ao quadro prejudica o atendimento à população e sobrecarregada os profissionais. Cruz afirmou também que os servidores enfrentam uma série de dificuldades, vindas por parte do Estado, para obter melhorias a benefícios e estabilidade dos profissionais. Ele pontuou que são necessárias medidas urgentes para que o serviço de Saúde no Acre não entre em colapso e prejudique a todos.

Segundo o sindicalista, 40% dos serviços nas unidades de saúde do Estado foram reduzidos e apenas as demandas de urgência e emergência estão mantidas. A Diretoria do Pronto Socorro afirmou que as cirurgias continuam sendo feitas normalmente no local. Já o atendimento de ambulatório e serviço de triagem, que correspondem as maiores demandas do local, foram suspensos não estão sendo realizados por tempo indeterminado, já que a greve não tem data para encerrar.

Em nota pública divulgada na quarta-feira, o governo do Acre declarou que sempre se pauta pelo diálogo e que a valorização dos servidores da Saúde sempre foi pauta prioritária na atual gestão. “O governador Gladson Cameli tem se pautado pelos diálogos constantes e a valorização dos servidores públicos, inclusive pagando dívidas com o funcionalismo herdadas da gestão anterior, sempre se colocando à disposição para uma relação de respeito e compromisso contínuo”, disse.

A publicação acrescenta ainda que o “Governo do Estado do Acre continuará trabalhando para cumprir o propósito de alcançar melhorias para população na saúde pública, garantindo dignidade, respeito e compromisso com a sociedade acreana”. Membro do Sindicato do Samu, Augusto Aiache pontuou durante a ocupação do Huerb que o movimento continua e que a categoria está apenas lutando pelos direitos dela e pelo cumprimento das promessas feitas durante a campanha.

“O governo prometeu dar prioridade à Saúde, o que nós vimos é que professores foram chamados, PMs foram chamados, eles deram 100% de reajuste para os médicos e quando chega na hora da saúde não deram prioridade, é impossível a gente trabalhar do jeito que está. Hoje [quarta-feira] tivemos uma conversa com a secretária de saúde e com o vice-governador. Mas, o movimento continua em todos os municípios e a greve só vai crescer se não tiver nenhum acordo”, falou Aiache.