Da Redação
Em meio a pandemia do novo coronavírus, a população do Acre precisa redobrar os cuidados também contra o mosquito Aedes Aegypti durante o período de inverno. Levantamento da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) mostra que já é preocupante o aumento de casos de dengue em todos os municípios do estado, mas principalmente, em Rio Branco, onde há maior população do estado. Os dados do Núcleo de Transmissão Vetorial, da Sesacre, mostram que somente nas primeiras três semanas epidemiológicas de 2021, houve um aumento de mais de 950% no número de casos prováveis da doença ante igual período de 2020.
A importância do envolvimento coletivo para que seja interrompida a tendência de aumento de casos é fundamental, entendem os trabalhadores em Saúde consultados. “Pelo que estamos observando neste momento, tudo indica que caminhamos para uma epidemia igual a ocorrida em 2009”, havia alertado um trabalhador em saúde da Urap Augusto Hidalgo de Lima, ouvido sob a condição de anonimato.
As chuvas constantes neste período de inverno estão favorecendo à formação de poças d’água e charcos nos quintais e áreas abandonadas ou malcuidadas, que favorecem à criação do mosquito. As larvas do mosquito são depositadas em superfícies com água empoçada e parada, causando a sua proliferação, que por sua vez, vai infectar as pessoas. Daí, a necessidade de uma ação mais enérgica também dos agentes de endemias, que fazem parte das secretarias municipais de Saúde.
O ideal é que os gestores tanto do Estado quanto Município tenham consciência de que devem atuar o mais rápido possível. Além de intensificar a presença dos agentes de endemias, as campanhas de TVs, no rádio e nos outdoors pelas ruas também são necessárias.
“Sabemos que as pessoas precisam ajudar o poder público. São elas que moram nos locais e por isso, são elas que mais devem ter consciência de que não se pode deixar nada desorganizado para que o mosquito vá colocar os ovos. Mas as autoridades também não podem ficar de braços cruzados”, entende Maria Correia de Assis, moradora do bairro Oscar Passos. “É preciso mais divulgação”, acredita ela. A reportagem tentou contato com a Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do município de Rio Branco, mas não obteve retorno.


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