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domingo, 5 de julho de 2026
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Em Cruzeiro do Sul nível do Rio Juruá preocupa autoridades e ribeirinhos

Em Cruzeiro do Sul nível do Rio Juruá preocupa autoridades e ribeirinhos

Preocupada com o transbordamento do Rio Juruá, a Defesa Civil de Cruzeiro do Sul montou um plano emergencial para dar apoio às famílias atingidas. Antes mesmo de chegar a cota de transbordo que é 13 metros, a água já atinge vários bairros do segundo maior município do Acre.

Até o fechamento desta edição, nesta quinta-feira, 24, o nível do manancial estava em 12.48 metros. De acordo com a Defesa Civil, se chegar aos 13 metros, dezenas de moradores dos bairros Cruzeirinho, Várzea, Lagoa, Miritizal e Boca do Moa serão obrigados sair de casa como ocorreu em novembro do ano passado.

O coordenador da Defesa Civil de Cruzeiro do Sul, José Lima, observa que “as famílias afetas pela enchente do fim do ano passado ainda não retornaram para suas residências, mantendo-se em segurança. Tudo indica que a cota de transbordamento será ultrapassada e por orientação do prefeito, já estamos prontos para agir a qualquer momento”.

O monitoramento do Rio Juruá e seus afluentes é realizado de hora em hora pelos órgãos de defesa, que apontam provável transbordamento do manancial. No Alto Juruá – Marechal Thaumaturgo e Porto Walter – os níveis dos afluentes se encontram elevados.

Para evitar acidentes com moradores, a energia elétrica já foi suspensa para os bairros Lagoa e Boca do Moa. Se o manancial continuar enchendo, outros bairros também terão o fornecimento suspenso.

O nível do Rio Juruá atingiu sua quarta maior marca em novembro de 2018, chegando a 13,57m. Por conta da cheia, 19 famílias tiveram que deixar suas casas e ficaram quase um mês em casas de familiares ou por conta de aluguel social concedido pela Defesa Civil.

Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros, capitão Rômulo Barros, a previsão é que o nível do rio continue subindo nas próximas horas e a Defesa Civil de Cruzeiro do Sul já mantém atenção especial nas áreas que estão afetas pela cheia.

“Passamos a verificar a medição três vezes por dia e já estamos com a voadeira na água. Já monitoramos as áreas afetadas e estamos vendo a questão de abrigos para sabermos, em caso de necessidade, qual será usado primeiro”, informou Barros.

Segundo o Corpo de Bombeiros, mesmo com os quintais das casas desses bairros já inundados, ainda não há a necessidade da remoção de famílias das áreas alagadas.

Em Rio Branco

Na Capital, o Rio Acre marcou 11,82 metros, já abaixo das cotas de alerta e transbordamento, que são de 13,50 metros e 14 metros, respectivamente. Em Rio Branco, 100 abrigos foram preparados para receber possíveis famílias atingidas pelo transbordo do manancial. (Com informações G1/AC)