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segunda-feira, 20 de julho de 2026
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Deputado federal Jesus Sérgio tem atividades partidárias suspensas pelo PDT nacional

A suspensão ocorreu por ter votado favorável a Reforma da Previdência

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) abriu ontem, 17, um processo disciplina para decidir a punição dos oito deputados federais da legenda que votaram favoráveis a aprovação da Reforma da Previdência, ocorrida na semana passada, em Brasília. O PDT é contra a reforma e havia fechado questão sobre o tema.

A sigla decidiu também que até o fim do processo os deputados ficarão suspensos de suas atividades partidárias. A Executiva Nacional e o Conselho de Ética sinalizam que trata-se de “infidelidade partidária”, o que pode acarretar na expulsão dos deputados “rebeldes”.

De acordo com o presidente do PDT, Carlos Lupi, a suspensão significa que os parlamentares não poderão representar o partido nas direções estaduais e nacional, no Congresso, e também não poderão usar a legenda do PDT. O partido ainda vai decidir se eles poderão ocupar vagas em comissões na Câmara.

Lupi disse que, caso os deputados “evoluam” e voltem atrás na votação do segundo turno da reforma, prevista para agosto, o partido poderá levar em consideração a mudança de postura.

“Como o processo não está esgotado, tem o segundo turno, e nós acreditamos que o ser humano é o único ser vivo capaz de evoluir, quem sabe alguns evoluem, ouçam o que está se fazendo de maldade com a base da sociedade que ganha até R$ 3 mil, R$ 2,5 mil, voltem atrás e voltem para o partido. É claro que a situação de qualquer um dos oito que voltar atrás nessa posição equivocada inicialmente será considerada como uma forte opção pelo partido”, afirmou o presidente do PDT.

O processo para apurar a conduta dos deputados deve durar de 45 a 60 dias. Umas das punições possíveis é a expulsão do partido, mas os parlamentares também podem sofrer sanções mais brandas, como uma advertência.

Um acreano na lista

O deputado Jesus Sérgio está na lista de parlamentares suspensos pela Executiva Nacional. Ele foi um dos oitos parlamentares do PDT que votou a favor da reforma, contrariando a determinação da legenda.

Até o fechamento desta edição o parlamentar não havia se pronunciado sobre o assunto. A assessoria dele confirmou que o pedetista ainda não teria sido notificado sobre a suspensão.

Com a abertura do processo, o pedetista precism agora apresentar a defesa. O Conselho de Ética vai elaborar um parecer, que será enviado à Executiva Nacional. O próximo passo é o encaminhamento do relatório ao Diretório Nacional, que definirá a punição. Todo o trâmite deve se prolongar até setembro ou outubro.

Além dele, foram suspensos também os deputados federais Alex Santana (BA), Subtenente Gonzaga (MG), Silvia Cristina (RO), Marlon Santos (RS), Gil Cutrim (MA), Flávio Nogueira (PI) e Tabata Amaral (SP).