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sábado, 8 de agosto de 2026
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Defesa de sargento tenta derrubar decisão que negou análise de insanidade mental

Após ter o pedido de análise de insanidade mental negado pela Vara Única Criminal da Comarca de Epitaciolândia, interior do Acre, a defesa do sargento da Polícia Militar Erisson Nery, entrou com um habeas corpus no Tribunal de Justiça do Acre para tentar derrubar a decisão de primeiro grau. Ele é acusado de atirar no estudante Flávio Endres Ferreira, de 30 anos, em novembro de 2021.

A vítima levou ao menos quatro tiros e ficou com sequelas em uma das mãos. Após passar por uma cirurgia na região do abdômen e ficar nove dias internado no pronto-socorro de Rio Branco, o estudante Flavio recebeu alta no dia 7 de dezembro do ano passado.

No novo pedido, que deve ser julgado pela Câmara Criminal, a advogada Helane Christina quer que seja mantido o acompanhamento do sargento por psicólogo e psiquiatra que, segundo ela, foi retirado há cerca de um mês pela juíza da Joelma Ribeiro Nogueira, da Vara Única Criminal da Comarca de Epitaciolândia.

A defesa pediu também que seja deferida a análise de insanidade mental do militar e a suspeição da juíza que está a frente do caso, alegando que não há imparcialidade. Segundo a advogada, o pedido liminar foi negado e agora a defesa aguarda julgamento do mérito.

Caso seja aceito o pedido de análise de insanidade mental, o processo fica suspenso até o resultado final do laudo.

“Pedi que ele retorne imediatamente aos atendimentos médicos, que ele passe por incidência de insanidade mental, que ele tem esse direito. Também pedi a suspeição da juíza, para que ela saia do caso, porque a meu ver, não existe respaldo legal para ela impedir de ele ir aos médicos, inclusive vou fazer uma reclamação formal na Corregedoria. Estamos vendo reiterados pedidos que são de direito de qualquer preso sendo negados e por isso estamos entendendo a atitude dela com parcialidade. Na negativa ao pedido de análise de sanidade mental, a juíza deu uma posição como se fosse psiquiatra e ela não é profissional da psiquiatria”, disse a advogada.

Recentemente, o processo passou a correr em segredo de Justiça. Ao g1, Helane informou que a audiência de instrução que está marcada para ocorrer na próxima quinta-feira (9) deve ser adiada, porque ela está afastada por problemas de saúde e vai fazer a solicitação. Essa audiência é que deve decidir se Nery vai ou não a júri popular. (Por Iryá Rodrigues / G1 Acre)