A escolha de Jair Bolsonaro em apoiar o senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato à presidência em 2026 pegou Michelle Bolsonaro de surpresa. O anúncio foi confirmado pelo senador na sexta-feira (5), contrariando expectativas que apontavam a ex-primeira-dama como nome mais competitivo dentro do PL.
De acordo com apuração publicada pelo Estadão, Bolsonaro não comunicou Michelle sobre a decisão durante a visita que ela fez ao ex-presidente na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, na véspera do anúncio. Ele cumpre pena de 27 anos e três meses no local.
Michelle esteve acompanhada da filha Laura, de 15 anos, e a visita teve duração de 30 minutos por pessoa. O encontro, segundo relatos, não tratou de assuntos políticos — e Bolsonaro manteve em sigilo a opção por apoiar Flávio no pleito de 2026.
Crise interna e reconciliação pública
A decisão ocorre em meio a uma semana de tensões no PL. Flávio e Michelle se desentenderam após a ex-primeira-dama criticar alianças da sigla no Ceará envolvendo o deputado André Fernandes. O senador reagiu publicamente, afirmando que Michelle havia “atropelado” o pai e classificado sua postura como “autoritária”.
No entanto, após visitar Bolsonaro na PF em 2 de dezembro, Flávio afirmou que ambos haviam se reconciliado e que o episódio estava superado.
Mesmo sem ter sido informada previamente, Michelle declarou apoio ao enteado após o anúncio oficial, desejando “força e graça” na nova missão. A mensagem foi publicada nas redes sociais.
Pesquisas indicam vantagem de Michelle
Levantamentos recentes apontam que Michelle aparece mais competitiva do que Flávio em cenários simulados para 2026. Segundo dados do Datafolha, Flávio teria 36% em eventual segundo turno contra Lula, enquanto Michelle alcançaria 39%.


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