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sábado, 4 de julho de 2026
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CUT-Vox Populi aponta que 65% dos brasileiros são contra a reforma da Previdência

A véspera do lançamento em Rio Branco do abaixo-assinado contra a proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 006/2019, que muda, para pior, as regras da aposentadoria, CUT-Vox Populi divulgou pesquisa a qual aponta que 65% dos brasileiros são contrários a reforma proposta pelo presidente Jair Bolsonaro. A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 3 de abril, em 1985 municípios do Brasil.

Outros 26% são a favor do texto da reforma e 9% não souberam ou não quiseram responder. O vice-presidente da CUT-AC, Edmar Batistela, diz que a pesquisa mostrar a insatisfação popular pela proposta desumana de reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro. Batistela aproveita para incentivar à população a participar do abaixo-assinado. “A partir desta terça-feira (9) iniciaremos no Terminal Urbano de Rio Branco a coleta de assinatura contra essa reforma maléfica a classe trabalhadora”, conclama o sindicalista.

Veja os outros pontos da pesquisa

Entre os entrevistados que são anti-Bolsonaro, o percentual de reprovação à reforma atinge 84%. Já entre os pró-Bolsonaro, a situação é quase de empate: 43% reprovam a reforma e 46% aprovam.

A maioria dos que reprovam a reforma são da Região Sudeste (68%), seguidos de perto pelos da Região Nordeste (67%), Centro-Oeste/Norte (61%) e Sul (54%).

Entre as mulheres a reprovação à reforma é maior (67%) dos que entre os homens (62%).

Por faixa etária, são contra a reforma 65% dos jovens, 64% dos adultos e 66% dos maduros.

A rejeição à reforma da Previdência também é grande entre os que têm até o ensino fundamental (67%) superior (66%) e médio (61%). A reprovação também é alta entre os que ganham até dois salários mínimos (67%), de dois e até cinco salários mínimos (64%) e os que ganham mais de cinco mínimos (61%).

Pontos mais rejeitados

Os quatro principais pontos da reforma que são mais rejeitados pelos brasileiros são: 1) a obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos para os homens e 62 anos para as mulheres; 2) aumento do tempo mínimo de contribuição de ambos de 15 para 20 anos; 3) mudança na forma de cálculo, que reduz o valor dos benefícios; e 4) a necessidade de contribuir por 40 anos para receber 100% do valor do benefício. (Com informações da CUT)