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quarta-feira, 24 de junho de 2026
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Curso de Medicina da Uninorte recebe conceito mínimo em avaliação nacional e pode sofrer sanções do MEC

O curso de Medicina do Centro Universitário Uninorte, em Rio Branco, recebeu conceito 1 — a menor nota possível — no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). O resultado coloca a graduação entre aquelas com desempenho considerado insatisfatório pelo Ministério da Educação (MEC) e pode acarretar sanções administrativas.

Entre as possíveis penalidades estão a suspensão do ingresso de novos alunos e o bloqueio do acesso ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A instituição informou que irá se manifestar apenas após o recebimento oficial dos dados por parte do MEC.

O levantamento foi realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e avaliou 351 cursos de Medicina em todo o país. Desse total, cerca de 30% ficaram nas faixas 1 e 2, consideradas insuficientes pelo ministério.

Além dos cursos que receberam conceito 1, outros 83 obtiveram conceito 2. Antes mesmo da divulgação oficial dos resultados, entidades representativas de instituições privadas chegaram a recorrer à Justiça para tentar barrar a publicação, mas o pedido foi negado.

O Enamed é aplicado anualmente e tem como finalidade avaliar o desempenho dos estudantes e a qualidade da formação médica oferecida pelas instituições de ensino superior. Nesta edição, participaram aproximadamente 89 mil estudantes, entre concluintes e alunos de outros períodos.

Entre os formandos, apenas 67% atingiram o nível considerado proficiente. Os dados também apontam diferenças significativas entre os tipos de instituições. Cursos de instituições privadas com fins lucrativos concentraram parte expressiva das avaliações mais baixas, enquanto universidades públicas federais e estaduais registraram os melhores desempenhos.

Segundo o MEC, 99 cursos em todo o país deverão sofrer algum tipo de penalidade. As medidas variam desde a suspensão total de novas vagas até restrições para ampliação de cursos e acesso a programas federais de financiamento.

As instituições notificadas terão prazo para apresentar defesa. O ministério afirma que o objetivo das medidas é corrigir falhas e elevar a qualidade do ensino médico, e não apenas aplicar punições.