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sábado, 15 de agosto de 2026
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Covid-19 elevou registro de óbitos em quase 20.000% no Acre em 2020

As mortes pela Covid-19 colaboraram para um aumento de 19.407% no número de registros de óbitos no Acre, no ano de 2020, em relação ao ano anterior, 2019. Os dados constam nas Estatísticas do Registro Civil, um conjunto de planilhas que traz o diagnóstico dos óbitos no país, nesses dois anos, produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e divulgado pelo órgão nesta quinta-feira, 18. 

No estado, os efeitos da pandemia de Covid-19 contribuíram para engrossar o número de registros de óbitos totais, subindo de 13 em 2019 para incríveis 2.523 no ano passado, alta de quase 20.000%. O levantamento se refere ao número de óbitos por ano de ocorrência e sexo, levando-se em conta o lugar de residência do falecido. No caso do Acre, o IBGE tabulou os registros que foram feitos apenas em Rio Branco. Portanto, não há números discriminados dos demais municípios.

Em nível nacional, o país também bateu recorde, já que 1.513.575 pessoas morreram em 2020, sendo quase 200 mil a mais que em 2019, e alta de 14,9%. 

Embora já se fosse de conhecimento público que as mortes, em níveis muito superiores à média de alta populacional, foram em razão da Covid-19, os novos dados do IBGE mostram que o impacto foi totalmente diferente por região, com um agravante muito negativo na região Norte. Foi no Norte que a Covid-19 causou o seu maior revés contra a população, sobretudo, puxado pela crise da falta de oxigênio que se instalou nos hospitais de urgências e de emergências de Manaus, capital do Amazonas.  

De acordo com as Estatísticas do Registro Civil, do IBGE, em 2019, ano que precedeu à pandemia, foram registrados oito óbitos de homens e 5 de mulheres, em Rio Branco. 

Já em 2020, quando no dia 17 de março, o governador Gladson Cameli anunciou os primeiros casos de contaminação pelo novo coronavírus no Acre, este mesmo ano fechou dezembro com ao menos 1.519 registros de óbitos de homens, e outros 1.003 de mulheres, o que totaliza as 2.523 mortes registadas civilmente. 

Para os pesquisadores do IBGE, pessoas de idade de 60 anos ou mais alavancam os números de 2020. “Também constatou-se diminuição de óbitos entre indivíduos menores de 20 anos, entre 2019 e 2020”, afirma o Instituto.  

Ainda conforme o IBGE, mais brasileiros estão morrendo mais velhos como já vinha ocorrendo há algumas décadas. No ano passado, segundo o órgão, idosos de 65 anos ou mais corresponderam a 61,6% dos óbitos, enquanto que crianças de até 5 anos representaram apenas 2% do total. 

para efeito de comparação, no Brasil de 1980, a taxa de óbitos de idosos representou apenas 33%, embora a mortalidade infantil tenha sido alta: 28,2%. Vinte anos depois, em 2000, a taxa era de 48,8% e 6,9%, respectivamente. 

Em 2020, os homens morreram mais que as mulheres no país. As mortes entre indivíduos do sexo masculino aumentaram 16,7% enquanto que entre as mulheres foi de 12,7%, segundo o IBGE.