Rio Branco
27°C
sábado, 6 de junho de 2026
18:00

Corredor Acre-Peru está funcionando

Corredor Acre-Peru está funcionando

Como um importante passo para seu desenvolvimento econômico, o Acre tem investido, nos últimos anos, em plantas industriais, que se tornam ponta final de diversas cadeias produtivas.

A viabilização de indústrias produtivas não seria possível não fossem os mercados que se abrem com a Estrada Interoceânica, a BR-317, que liga o noroeste brasileiro aos portos peruanos, no oceano Pacífico.

Em uma visão de médio e longo prazos, indústrias de processamento de peixe, porco, madeira e castanha surgiram no estado. Algumas já estão ganhando o mercado internacional, como a Peixes da Amazônia, Dom Porquito e Cooperacre (Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Acre).

Só em 2015, segundo a publicação Acre em Números, o Acre exportou cerca de U$ 15,9 milhões, principalmente castanha-do-brasil.

A Cooperacre chegou a vender seus produtos para os Estados Unidos, mostrando o potencial de mercado dos produtos acreanos.

Já em curso estão as transações comerciais de pescado, produto que começou a ganhar força no estado a partir de 2011, com a construção de mais de cinco mil tanques e a criação do Complexo Industrial Peixes da Amazônia.

Atualmente, a empresa envia 20 toneladas de tambaqui, pirapitanga e pintado, a cada dez dias, para a cidade peruana de Puerto Maldonado, capital da região de Madre de Díos.

Na questão da madeira, há menos de um ano o grupo Agrinlog, que reúne investidores brasileiros e estrangeiros, começou a investir na reformulação do Complexo Industrial de Xapuri, ao longo da BR-317. Alisson dos Santos, gerente do empreendimento, é categórico ao afirmar o motivo desse investimento: “Esta planta industrial está muito bem localizada, pois utiliza a Estrada do Pacífico para chegar aos portos peruanos. Isso torna esta fábrica bastante atraente para o mercado chinês”.