A COP30 em Belém, que reúne líderes, especialistas e representantes de diversos países para debater mudanças climáticas, preservação florestal e políticas de financiamento climático, começou com um clima de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Enquanto o país anfitrião exibe avanços na Amazônia, críticas de Donald Trump à Avenida Liberdade e questões comerciais antigas, como o tarifaço sobre produtos brasileiros, evidenciam a dificuldade de alinhar clima e diplomacia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Trump já haviam tratado do tema em outubro, durante encontro na Malásia, mas as tarifas americanas sobre produtos como café e suco de laranja permanecem, alimentando a tensão. Trump, que não veio a Belém, criticou a infraestrutura local, provocando indiretas de Lula em seu discurso de abertura, ao citar países que “fogem” da COP30 e financiam guerras.
A obra da Avenida Liberdade, com cerca de 14 km, gerou críticas internacionais. Trump afirmou em rede social que a estrada teria devastado a Amazônia para ambientalistas. O governador do Pará, Helder Barbalho, rebateu dizendo que Trump deveria focar em ações contra mudanças climáticas e o convidou para visitar a COP30, oferecendo um tradicional tacacá. A secretaria de Infraestrutura informou que a obra segue a legislação ambiental e reduziria emissões de CO2 em 17,7 mil toneladas por ano.
A ausência de autoridades norte-americanas de alto escalão reforça a percepção de que interesses políticos e comerciais podem dificultar o avanço de negociações multilaterais sobre clima. A COP30 segue até 21 de novembro com painéis, sessões plenárias e fóruns sobre redução de emissões, adaptação às mudanças climáticas e financiamento climático, sob clima de atenção diplomática e debates acirrados.



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