O coordenador da Lava Jato em Curitiba, o procurador do Ministério Público Federal (MPF) Deltan Dallagnol vai deixar a força-tarefa, de acordo com o MPF.
A informação foi confirmada pelo G1 nesta terça-feira (1º).
Deltan Dallagnol assinou diversas denúncias da Operação Lava Jato, contra empresários e políticos. Entre essas denúncias, estão as que acusaram o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT).
A estrutura da força-tarefa da Lava Jato no Paraná foi criada em abril de 2014, um mês após a primeira operação ter sido deflagrada. Desde então, segundo o documento enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR), os trabalhos foram renovados sete vezes – o prazo atual termina em 10 de setembro.
Processo disciplinar
Deltan Dallagnol tem dois processos disciplinares aberto contra ele no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e que estão suspensos.
Na segunda-feira (31), a Advocacia-Geral da União (AGU) argumentou junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) que há o risco de prescrição de um processo disciplinar aberto no CNMP contra Deltan Dallagnol .
Um processo prescreve quando se esgota o período previsto em lei durante o qual pode haver alguma sanção.
A AGU pediu para o ministro Celso de Mello rever a decisão que deu prazo de 15 dias para Deltan Dallagnol contestar os pareceres que pedem a continuidade de dois processos, suspensos por Mello a pedido da defesa do procurador.
Agora, a AGU apresentou um novo pedido ao Supremo.
Conforme a Advocacia, o processo que discute se Deltan Dallagnol cometeu infração disciplinar por ter supostamente tentado interferir na disputa à presidência do Senado com postagens contra o senador Renan Calheiros (MDB-AL) deve prescrever no dia 10 de setembro.
Caso os efeitos da decisão do ministro sejam suspensos, de acordo com a AGU, não haverá prejuízo imediato ao procurador.
Ao suspender a tramitação do processo, Mello entendeu que havia problemas na tramitação do processo no conselho e ressaltou que membros do MP têm liberdade de expressão. O ministro está de licença e deve voltar ao STF no dia 11 de setembro.
A AGU pede ainda que, diante do afastamento de Celso, o processo seja enviado para avaliação de outro ministro – nesse caso, a análise caberia a Gilmar Mendes.


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