Convênio que prevê recursos para Hospital do Amor ainda não foi assinado

Inaugurado no final de novembro do ano passado o Hospital do Amor de prevenção e tratamento contra o câncer de Barretos pretende iniciar os atendimentos no mês de março, porém até o fechamento desta matéria o Governo do Estado não havia assinado um convênio que prevê a injeção de recursos para o hospital.

O Jornal Opinião tentou contato com a secretaria Estadual de Saúde para saber se existe o planejamento para a assinatura do termo, fomos informados por meio da assessoria de imprensa da Sesacre que ainda está sendo estudado.

“O diretor que é responsável pela pasta disse que ainda está em processo, não tem nada definido, ainda está sendo avaliado, eles estão trabalhando nisso, não está parado”, afirmou a assessoria.

Segundo o diretor do hospital, João Paulo Silva, foram feitas diversas tentativas no intuito de que o documento foi assinado, na gestão passada, porém a assinatura não ocorreu.

“Esse convênio foi construído pelo estado e por Barretos, com orientação técnica da PGE, infelizmente o antigo governador não assinou, tentamos até o dia 28 de dezembro, tentamos até via judiciário com o doutor Marcos Contrin que foi quem idealizou isso aqui”, disse.

O convênio tem cinco anos de validade, o valor pago pelo Estado nos primeiros 12 meses é de apenas R$90 mil, a partir do segundo ano, esse valor sobe para R$ 143 mil mensais.

“O que representa 143 mil/mês? Se o valor do tratamento de uma mulher com câncer de mana para fazer quimioterapia ou radioterapia custa mais de 200 mil reais, por paciente”, questiona João Paulo Silva.

A construção do hospital custou as cofres públicos 31 milhões de reais, porém o montante é resultado de uma negociação idealizada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) face a uma multa trabalhista imputada ao Estado do Acre.

“Esse convênio é uma contrapartida que o estado da para a instituição para a utilização dessa estrutura. O maior parte do recurso para manter o hospital é de Barretos, o Ministério da Saúde tem a contrapartida pelos procedimentos realizados, tem as contrapartidas do estado, emendas parlamentares e outras frentes financeiras”, explica Silva.

diretor

Capacidade de atendimento é de mais oito mil procedimentos mensais

A unidade tem capacidade para 8.390 atendimentos ao mês entre exames, atendimentos ambulatoriais e pequenas procedimentos cirúrgicos, confirmou o diretor da unidade de prevenção.

“A estrutura conta com essa unidade fixa e duas unidades móveis que são as carretas que vão percorrer os municípios. Todas as estruturas têm uma capacidade de 8.390 procedimentos que vão ser realizados ao mês, eles entre procedimentos invasivos que são cirurgias de pequeno porte atendimento ambulatorial, mamografia e PCCU” explicou Silva.

Ainda de acordo com o diretor a equipe que atuará no hospital será composta por médicos de várias especialidades como: Mastologista e ginecologista, além de profissionais de enfermagem, técnicos e enfermeiros, psicólogos e assistente social.

“O diagnóstico e a prevenção são as melhores armas contra o câncer, tenho certeza que no máximo dois anos nós teremos uma outra realidade no Acre, onde as mulheres não mais morrerão de câncer”, afirmou.

Com o início do novo governo, João Paulo afirma acreditar que a gestão atual não irá se opor a selar o acordo, uma vez que a instituição irá acelerar os procedimentos de prevenção e tratamento de câncer de mana e uterino no estado.

“Eu ainda não sentei com o secretário Alysson Bestene, fiz o convite para vir aqui conhecer a estrutura, mas ainda não sentamos. Mas eu imagino que o novo governador não vai se opor a isso”, destaca Silva.