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terça-feira, 28 de julho de 2026
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Conselheiro do Corinthians oferece R$ 5 mil para encerrar processo após ofensas contra Janja nas redes sociais

O conselheiro vitalício do Sport Club Corinthians Paulista, Manoel Ramos Evangelista, conhecido como Mané da Carne, apresentou à Justiça uma proposta de acordo para encerrar a ação por danos morais movida pela primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja. Ele ofereceu o pagamento de R$ 5 mil e uma retratação pública após publicar mensagens ofensivas nas redes sociais em 2022.

O processo foi iniciado depois que o conselheiro fez comentários ofensivos logo após o resultado das eleições presidenciais de 2022. Nas publicações, ele atacou tanto a primeira-dama quanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na época, Mané escreveu em sua rede social: “Vamos aguardar esses anos com o sapo barbudo e a putana da Janja e os quarenta ladrões”. Após ser questionado por outros usuários, ele voltou a publicar ataques e reafirmou as ofensas.

Pedido de indenização de R$ 50 mil

As declarações foram usadas como base para a ação judicial movida por Janja, que pede indenização de R$ 50 mil por danos morais.

Na petição apresentada à Justiça, a defesa da primeira-dama afirma que as mensagens tiveram caráter ofensivo, machista e misógino, atingindo não apenas sua honra pessoal, mas também sua imagem pública como mulher.

As advogadas Valeska Zanin Martins e Maria de Lourdes Lopes argumentaram no processo que as declarações tiveram como objetivo diminuir o papel da mulher na sociedade. Segundo a defesa, além de atacar a reputação da autora, as mensagens também buscaram desqualificar os papéis sociais que ela exerce.

Justificativa e alegações de saúde

Ao apresentar a proposta de acordo, Mané da Carne afirmou ter 80 anos e alegou que, no período em que fez as publicações, enfrentava problemas de saúde e estava sob efeito de medicações fortes que poderiam alterar seu estado mental.

Segundo ele, nesse contexto de vulnerabilidade, acabou sendo influenciado por informações falsas disseminadas na internet. O conselheiro declarou no processo que está arrependido das declarações e deseja reparar o erro “na medida do possível”.

Ele também reconheceu que a postagem foi inadequada e infeliz. Na manifestação enviada à Justiça, afirmou que o valor pedido pela autora — R$ 50 mil — seria excessivo e poderia resultar em sua “completa aniquilação financeira”.

Diante disso, o conselheiro propôs o pagamento de R$ 5 mil, além de uma retratação pública nas redes sociais, como forma de encerrar o processo judicial.