A programação faz parte dos projetos Vozes pela Ação Climática Justa e Aliança das Amazônias
60 pessoas juntas para debater clima, comunicação e novos rumos para um futuro melhor. Potente, né? Agora, imagine esse encontro acontecer no meio da Amazônia, unindo vários municípios do Acre, estado de Chico Mendes – Patrono do Meio Ambiente.
Além disso, inclua nessa equação oficinas coordenadas por jovens lideranças indígenas, extrativistas, periféricas e LGBTQIAPN+!
É o que aconteceu em Brasiléia, município a pouco mais de 230 km de Rio Branco, capital do Acre. Durante cinco dias – entre 10 e 14 de junho -, o “Encontro com Jovens e Mulheres das Nossas Florestas” organizou uma série de atividades para ensinar e aprender mais com a juventude amazônida.
Expectativas pra cima, sonhos também
“Amei essa ideia, é muito bom apresentar esse trabalho […] Eu amei esse conhecimento que tive nesses quatro dias de oficina”, o participante Carlos Manoel manda o papo de como foi para ele toda a troca envolvida.
Já o estudante de psicologia da Ufac (Universidade Federal do Acre), Alberto Siqueira, morador do bairro Conquista, em Rio Branco, destacou o contato com jovens de contextos não-urbanos.
“Para mim, isso foi muito importante porque pude conhecer um pouco do verdadeiro Acre, que está cuidando do que é mais precioso para nós: o meio ambiente”, disse.
Com gente de Cruzeiro do Sul, Rio Branco, Brasiléia, Epitaciolândia, Assis Brasil, Capixaba e Xapuri, a programação conversou com o futuro, refletindo o passado e problematizando o presente. A ação mostrou a importância da aliança dos povos na luta e uso das diversas ferramentas globais.
Se você achou muita coisa, quem tava lá também. Marta Jane refletiu e disse que suas expectativas foram transformadas após o encontro.
“Teve assuntos lá que eu nem sabia, mas veio e eu adquiri muito conhecimento, conheci novas pessoas e eu acho que é isso: troca de conhecimento, cultura, foi tudo de bom. Teve coisas que eu aprendi que eu acho que vou levar para minha vida toda e pessoas também que eu fiz amizade lá, que é para vida toda”, disse.
Criatividade, ação e muito afeto se uniram em um movimento de transformação, resistência, força e luta. Juntes, criando narrativas poderosas, promovendo justiça climática e fortalecendo nossas comunidades.
Oficinas
O encontro iniciou com a oficina de Comunicação Não Violenta, conduzida por Anaís Cordeiro e Ju Platero, da organização Correnteza. Os participantes discutiram empatia, escuta ativa e como expressar sentimentos de forma respeitosa. Um momento de muita troca e aprendizado!
Kariane de Lima, mais uma estudante do encontro adorou essa oficina! “Ela me ensinou a cada dia como ser uma pessoa melhor, mais compreensiva e atenta a novas ideias”, declarou.
Marta Jane também adorou e elogiou as dinâmicas realizadas pela dupla que ministrou:
“Foi uma troca de conhecimento muito boa. Eu, pessoalmente, sou uma pessoa muito reservada e eu percebi que eu estava, tipo, muito evoluída. Para falar, quando tinha uma oportunidade de falar, eu já queria falar, então melhorou muito a minha comunicação!”. Potente, né?
A Correnteza é uma organização liderada por mulheres que visa promover a Educação para a Paz no Brasil de forma acessível, visando uma construção coletiva, diversa e sólida de uma Cultura de Paz.
A oficina de Redes Sociais, conduzida por Samuel Arara, ofereceu aos jovens um amplo conhecimento sobre o uso das redes sociais em seus territórios. Eles também praticaram conceitos básicos de fotografia, como enquadramento, iluminação e composição de imagem. Afinal, imagem sempre foi uma forma de resistência.
Tanto Marta, quanto Keriane falaram de conhecimentos que aprenderam como: deixar uma bio do Instagram atrativa, ganhar mais seguidores, além de como as redes podem ser úteis na luta por direitos.
Outra oficina, dessa vez sobre criatividade, artivismo, comunicação popular e audiovisual, foi conduzida por uma galera! Henrique de Almeida, Vands, José Lucas, José Vítor e Larissa Mendes usaram seu tempo para falar da diversidade de formas de expressão como ferramentas de luta. Jovens falando para jovens.
Quem participou elogiou a quantidade de conceitos explorados nesta oficina, além de poder aprender resistência com arte!
“Teve muita coisa lá, muito conhecimento e foi bacana, maravilhoso”, Keriane ressaltou.
A última oficina, conduzida por Angélica Mendes e Dande Tavares, abordou questões cruciais sobre a importância das florestas e das comunidades na mitigação das mudanças climáticas. Discutindo promoção da saúde mental, e o fortalecimento do ativismo e das comunidades locais.
Bem-Viver
Além de todas essas atividades, foram organizados momentos de lazer, cinema e muito mais! A iniciativa do Projeto Vozes pela Ação Climática Justa e Aliança das Amazônias juntou as vozes de jovens de diferentes povos, cores e corpos para reverberar a pluralidade de gente da Amazônia, oferecendo hospedagem, bolsa e alimentação.
“[…] Tive a oportunidade de passar para minha família, que também amou muito esse conhecimento. Mostrei para eles todas as fotos que tirei e o que compartilhei. Foi muito bom, eu amei esse conhecimento, é ótimo”, fala Monoel sobre o que vai levar dos dias em Brasileia para sua comunidade.
Já, Alberto – que soube de tudo de uma forma bem apressada, via grupo de WhatsApp e dois dias depois, estava lá, graças ao NEPSE (Núcleo de Estudos, Extensão e Pesquisa Psicossocial Euclides Fernandes Távora) – reflete que:
“Isso me enriqueceu pessoalmente, além de enriquecer meu olhar como artista, designer e futuro psicólogo. Foram muitas interseções, muitas visões convergindo em um lugar. Esses cinco dias foram intensos, com muitas atividades. Foi maravilhoso.Espero poder ter mais oportunidades como essa no futuro”.
O encontro foi gigante, de estrutura e de esforço, mas também de impacto, de mensagem e memórias. O Comitê Chico Mendes agradece a todos que fizeram parte e tornaram ele possível e convida aos que ainda não nos conhecem a se achegar. A gente te espera! (Fonte: Comitê Chico Mendes)
GALERIA DE IMAGENS
















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