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terça-feira, 30 de junho de 2026
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Comerciantes preparam manifestação pela reabertura nesta quarta-feira, em frente ao Palácio Rio Branco

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REPÓRTER OPINIÃO

Parte dos comerciantes de Rio Branco organiza o Movimento Comércio Aberto, uma série de protestos contra o decreto governamental que nesta segunda-feira, 1º, fechou as atividades comerciais consideradas não-essenciais, em todo o estado, depois que o Acre passou a faixa vermelha. A bandeira de classificação considera preocupante o aumento no número de contaminações e mortes por covid-19, razão das restrições governamentais.

O Movimento Comércio Aberto, inclusive, criou um grupo de WhatsApp com a finalidade de aumentar a adesão de micro, pequenos e grandes empresários, cuja primeira manifestação está marcada para esta quarta-feira, 3, às 8 horas, em frente ao Palácio Rio Branco.

No grupo, os integrantes do movimento dizem que o evento “não tem sigla partidária, reivindica a reabertura do comércio” e classifica-o como uma forma de acabar com o que ele classifica de “perseguições vindas do governo e da prefeitura”. E destacam ainda: “Não iremos deixar nossas famílias passarem fome; vamos para rua em busca de nossos direitos”.

Um dos participantes, conhecido por Lyra Monteiro Xapuri menciona uma série de justificativas para que o movimento pela reabertura ganhe corpo. Entre eles, o fato de que a situação dos comerciantes acreanos “já começa com dificuldades quando a categoria não tem um representante dentro do comitê de crise [da covid-19]”, referindo-se ao Comitê Especial contra a Covid-19, que recomendou o decreto assinado nesta segunda-feira pelo governador Gladson Cameli.

Foto: Odair Leal

O objetivo do Comitê Covid-19 e do decreto assinado pelo governador Gladson Cameli é justamente frear o avanço da contaminação pelo novo coronavírus, por meio da circulação de pessoas em eventos, repartições públicas, boates, igrejas e no comércio considerado não-essencial.

“Vejam só. O servidor público pode ir para casa e passar até um ano, porque todo mês o estado está pagando. O salário caindo na conta. Agora, para o comércio, incluindo os nossos amigos camelôs, por exemplo, ele tem que pagar aluguel do ponto, tem notas, duplicatas, débito com fornecedores e energia”, completa Lyra Xapuri.

Sidney Junior, outro ativista, diz que o “movimento é em prol de nossas famílias que precisam sobreviver”. Ele sugere o uso de máscara, álcool gel e que todos vistam camiseta preta, num sinal de “luto pelo comércio”.

Moacir Junior diz que “temos consciência de que esta conta não é nossa”. “Quando abrimos depois de meses fechados, não tivemos aumento de casos. Viemos a ter aumento depois de campanha política e fim de ano”, considera ele.

Uma das sugestões apontadas pelos integrantes do movimento é a de que as lojas possam abrir, pelo menos, até as 13 horas, todos os dias.