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domingo, 5 de julho de 2026
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Com aumento de 221% nas notificações, Semsa reforça combate a dengue em Rio Branco

Com 2.629 casos suspeitos de dengue registrados entre 1° de janeiro e 16 de março deste ano, que representa um aumento de 221% em relação ao mesmo período do ano passado, a Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco (Semsa) reforçou o combate ao mosquito Aedes aegypti na capital. Como parte do segundo ciclo dos quatro de ações desenvolvidas para 2019, o bairro Recanto dos Buritis recebeu na quarta-feira, 3, vistoria de rotina nas residências, bloqueio-controle de criadouros em situações suspeitas e a passagem dos carros que fazem os fumacês.

Segundo o boletim epidemiológico da Semsa, o acréscimo é superior a 200% porque entre 1º de janeiro e 16 de março de 2018 apenas 819 pessoas com suspeita de dengue procuraram as unidades de saúde na capital, administradas tanto pelo Estado quanto pelo Município, relatando os sintomas da doença. Francisco Rocha Coelho, presidente da Associação de Moradores do Recanto dos Buritis, acompanhou o trabalho. Para ele, a ação no bairro demonstra que o Poder Público Municipal está comprometido com a saúde dos moradores do loca. “Isso faz toda diferença”.

Segundo a Semsa, a Prefeitura de Rio Branco intensifica a campanha de combate ao mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus de acordo com diagnóstico da vigilância epidemiológica, que aponta as áreas com maior incidência de infestação da doença. A blitz contra ao Aedes Aegypti, conta com o reforço dos agentes comunitários de saúde e servidores de outras pastas do Município para fortalecer as ações específicas para reverter o alto índice de infestação. O principal foco das ações é eliminar os possíveis criadouros de larva do inseto nas residências.

Moradora do Recanto dos Buritis, a dona de casa Maria Gomes, de 78 anos, recebeu a visita da equipe da Semsa de portas abertas. Ela disse que trabalhos como esses são essenciais para garantir a conscientização dos moradores na limpeza dos quintais e outras medidas. “Fico feliz com a visita à minha casa. Nós aqui, eu e minha filha, nunca pegamos essa doença, mas já vi vizinhos se queixando de dor, de febre e essas coisas ruins. A gente tem o cuidado de manter tudo sempre limpo”.

Segundo o boletim epidemiológico da Semsa, produzido semanalmente pela pasta, também foi registrado um aumento no número de notificações de 1° a 10 de março, a décima semana do ano, em relação ao período de 10 a 16 do mesmo mês, 11ª semana do ano. Na 10ª semana epidemiológica, 153 notificações foram contabilizadas. Já na 11ª o número cresceu para 163 relatos contabilizados pelo poder público, um acréscimo de quase 7% no período de seis dias.

Os números mostram ainda que na semana de 10 a 16 de março 70 bairros de Rio Branco tiveram registros de casos suspeitos de dengue. Belo Jardim, Vitória, Bahia Nova, Vila Acre, Habitar Brasil, Rui Lino, Santa Helena, Santa Inês, Santa Maria, Abraão Alab, Cadeia Velha, Cidade do Povo, Tancredo Neves, Calafate, Esperança, Recanto dos Buritis, São Francisco e Nova Esperança são algumas localidades que tiveram moradores afetados pelos sintomas da doença.

Segundo o secretário Municipal de Saúde, Oteniel Almeida, a pasta desenvolve constantemente ações de prevenção, fiscalização e conscientização sobre a proliferação do Aedes aegypti nas residências dos bairros da capital. As visitas domiciliares são realizadas com agentes de endemias do Município e homens do Exército. Outra ação, que é desenvolvida pela Secretaria de Zeladoria, é a limpeza das vias públicas e coleta de entulhos. Além disso, também é feita a educação em saúde.

Para aumentar a eficiência no combate ao Aedes aegypti, penalidades a residências/prédios abandonados e a moradores que se recusarem a receberem os agentes de endemias e saúde serão aplicadas a partir da próxima semana. As multas serão embutidas nos embutidas nos impostos municipais e o valor será de acordo com cada tipo de infração registrada pelas equipes de rua. A medida será adotada para que a população se conscientize da importância do trabalho da pasta.

Situação de emergência

Em janeiro deste ano, quando mais de mil casos suspeitos de dengue foram notificados entre os dias 1º e 26, a Prefeitura de Rio Branco decretou situação de emergência por um período de 180 dias devido a situação. O documento foi publicado na edição do dia 20 de janeiro no Diário Oficial do Estado (DOE) e deve valer até julho deste ano. De acordo com o decreto, que determinou a execução de atividades preventivas contra o vetor da dengue, chikungunya e zika vírus, 90% dos focos do mosquito são encontrados dentro das residências e em terrenos baldios de Rio Branco.

Além disso, o documento autorizou que o Executivo Municipal a fazer contratação temporária de pessoal sem realização de processo seletivo ou concurso público para agente de endemias ou outras áreas em que surgirem demandas urgentes. O documento também autoriza o Poder Público a requisitar tanto pessoal, como equipamentos de outros órgãos da administração para desenvolver as ações de eliminação dos focos de proliferação do mosquito Aedes aegypti nos bairros da cidade.

Outra determinação especificada no decreto de situação de emergência é a autorização para que as equipes de agentes de controle de endemias e agentes comunitários de saúde intensifiquem as medidas de prevenção e controle do mosquito junto à população. As equipes ficam autorizadas a entrar em lotes vazios e residências fechadas para monitoramento e eliminação dos possíveis focos do vetor da dengue, chikungunya e zika vírus. As medidas valem durante o período de 180 dias.