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segunda-feira, 6 de julho de 2026
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Com 87,7% de ocupação, UTIs no Acre ainda refletem cenário gravíssimo da Covid-19

Brasil ultrapassa as 300 mil mortes e no Acre já são 1.210 vidas perdidas para a Covid-19

REPÓRTER OPINIÃO

No dia em que o Brasil alcançou a marca dos mais de 300 mil mortos pela pandemia de Covid-19, o Acre, que passou à condição de estabilidade no número de mortes, saindo do vermelho para o amarelo, também conseguiu baixar a sua taxa de ocupação de UTIs Covid. Na terça-feira, 23, estava com 93,4% de seus leitos com pacientes, mas ontem, 24, baixou para 87,7%.

Neste momento, são 93 leitos do SUS ocupados e outros 18 do sistema particular no Acre. Na terça, pelo menos 117 pessoas lutavam para sobreviver em leitos de UTIs – 99 delas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e 18 pela rede privada. Agora, dos 106 leitos do SUS disponíveis, 93 estão sendo utilizados por pacientes em estado crítico neste momento.

 Um alerta da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), remetida no último dia 18 ao Ministério da Saúde, relata que o país vive um momento tão grave que ainda que se abra novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e se contrate reforço profissional especializado para operá-los, o desabastecimento de oxigênio hospitalar e de medicamentos utilizados nessas vagas é uma ameaça iminente.

E com as cidades do Acre, a situação não é diferente: no final da tarde da terça-feira, 24, o diretor-geral do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco, Areski Peniche, anunciou o bloqueio, ainda que temporário, de dois leitos de UTI, porque está faltando profissionais. “Eles estão adoecendo e muitos entraram com licença médica por isso. Mas neste momento, temos 27 leitos ocupados. Não houve prejuízo algum com este bloqueio temporário. Hoje [quarta, 24] ainda eles serão liberados para a central de regulação”, informou o diretor ao site G1AC.

Na quarta, 24, pelo menos 343 pessoas com Covid-19 seguiam internadas nos hospitais e outras unidades de saúde que atendem pacientes infectados pela doença, em Rio Branco, Cruzeiro do Sul e na região do Alto Acre.

Em que pese o fato de que no Acre, quase todos os hospitais terem usinas para fabricação de oxigênio, ainda assim, na madrugada do dia 14, o estado teve de receber 50 cilindros de oxigênio doados pelo Ministério Público do Estado do Acre e pela empresa Rio Med. As ‘balas’ de oxigênio, como são chamadas popularmente, chegaram em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB).

Por sua vez, o documento da FNP remetido ao Ministério da Saúde afirma que “já há registros, de Norte a Sul do país, de escassez e iminente falta de insumos imprescindíveis para enfrentar à Covid-19. O aumento sem precedentes no número de contaminados com o novo coronavírus e da demanda por atendimento hospitalar aponta para um cenário potencialmente ainda mais trágico já nos próximos dias: a falta de oxigênio e de medicamentos para sedação de pacientes intubados”, alerta o documento.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) afirma que mantém um estoque considerável também de outros insumos, mas que observa com um planejamento eficiente o seu consumo de modo a não deixar que faltem.

A possível falta de oxigênio e a hipótese de que as cenas de desespero e correria vistas em Manaus, em janeiro passado — quando a população buscava balas do insumo para tentar salvar a vida daqueles que estavam morrendo asfixiados nos leitos que deveriam salvá-los —, foram reconhecidas pelo próprio ministério.

Segundo o diretor de Logística da pasta, general Ridauto Fernandes, o cenário de colapso em todo o país pode levar ao desaparecimento de oxigênio medicinal, especialmente em pequenos hospitais e municípios do interior. “A expectativa da falta perigosa desse produto na ponta da linha, nos pequenos hospitais, é de poucos dias”, avisou.

A origem do problema, segundo Fernandes, é a dificuldade que os envasadores enfrentam para abastecer as carretas nas grandes produtoras de oxigênio hospitalar. Além das longas distâncias que os transportes precisam percorrer — o que, inclusive, ocasiona perda de produto—, as fábricas estariam se recusando a fazer o reabastecimento— já impactando o atendimento no Amazonas e no Paraná.

“Temos carretas, por exemplo, de produtores da Amazônia que hoje estão esperando em uma planta (de produção de oxigênio) do interior do Maranhão. Está com a carreta parada, há dias, e não é abastecida. Temos envasadores do Paraná que chegam às fábricas e não conseguem abastecer”, disse Fernandes. Segundo ele, a recusa seria pelo fato de os envasadores serem concorrentes dos produtores, que não conseguem suprir a demanda.

Dados atualizados da Covid

Mais nove pessoas morreram no Acre por causa da Covid-19. O dado foi divulgado pelo boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) de quarta-feira, 24. Mais 454 casos de infecção por coronavírus foram confirmados. Destes, 207 confirmados por exames de RT-PCR e 247 por testes rápidos. O número de infectados saltou de 66.290 para 66.744 nas últimas 24 horas.

Entre as recentes vítimas fatais estão cinco do sexo masculino e quatro do sexo feminino, fazendo com que o número oficial de mortes por Covid-19 suba para 1.210 em todo o Estado.

Até o momento, o Acre registra 177.462 notificações de contaminação pela doença, sendo que 109.886 casos foram descartados e 832 exames de RT-PCR seguem aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux. Pelo menos 53.178 pessoas já receberam alta médica da doença, enquanto 377 pessoas seguem internadas.

Apelo

Mas a falta de oxigênio não é a única ameaça. Nota divulgada também no sábado, pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) faz um apelo à sociedade para que respeite as ações de combate à pandemia, frisa a importância da vacinação e alerta para a falta de medicamentos — “escassos ou indisponíveis por conta da pandemia”.

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De acordo com a entidade, já começa a haver o desabastecimento de bloqueadores neuromusculares, sedativos e outros fármacos usados em UTIs. Esse ainda não é o caso do Acre, segundo explica a Sesacre, mas poderá deixar de ser no futuro próximo.

A Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) também reforçou a preocupação. “Fomos aumentando o número de leitos. Só que essa fase da pandemia está fazendo com que as pessoas fiquem mais tempo hospitalizadas, e o paciente de covid, além de demorar mais na UTI, fica mais tempo intubado. Com isso, aumentou-se barbaramente o consumo, e a indústria não está conseguindo mais produzir”, ressaltou o presidente Reinaldo Scheibe. A previsão, segundo ele, é de que o atual estoque consiga atender o país por mais 20 dias.

Representantes dessas e outras entidades da área se reuniram com técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para encontrar uma saída emergencial.

A ideia é facilitar a importação para desafogar a demanda, que extrapola a capacidade das indústrias brasileiras.

No caso do oxigênio hospitalar, a agência começou a cobrar as informações das empresas produtoras para entender a real capacidade de produção e melhor organizar o esquema de distribuição.

“Estamos compilando os dados de forma a disponibilizar diretamente ao ministério, para favorecer as discussões e o manejo com estados e municípios”, informou a diretora Meiruze Freitas.

Queiroga pede diálogo

O novo ministro da Saúde, o cardiologista Marcelo Queiroga já afirmou que buscará seguir as recomendações da ciência para o combate à pandemia. Ele também indicou que trabalhará para um “grande diálogo nacional” com estados, municípios e sociedade civil.

“Estamos muito empenhados em reverter a situação complexa na saúde pública aqui no Brasil. O presidente já me determinou que tomasse medidas, sobretudo, num diálogo amplo com secretários de saúde, secretários estaduais e municipais, e com a sociedade civil de uma maneira global”, disse.

A nomeação dele aconteceu na tarde desta terça-feira, pelo presidente Jair Bolsonaro. Questionado sobre o que fará de diferente da gestão do atual ministro Eduardo Pazuello, prometeu foco na ciência.

“O presidente escolheu um médico para o ministério. Um médico que é oriundo de uma sociedade científica, a Sociedade Brasileira de Cardiologia, que foi sempre quem protagonizou a medicina baseada em evidência”, disse. Ele citou ter recebido “autonomia” de Bolsonaro e pediu paciência para trazer novas medidas na área de saúde.

O médico disse que a imprensa será parte “importante” do esforço de diálogo nacional. “(Vocês) Vão nos ajudar a construir um grande diálogo nacional.

Vamos conversar mais amplamente e vocês vão poder me questionar, perguntar sobre as medidas que serão colocadas em prática. São todas as medidas que já têm sido divulgadas de maneira reiterada pela ciência. Vai dar tudo certo. Conto com vocês”, afirmou.

Ajuda financeira vai atender 45,6 milhões

A nova rodada de pagamentos do auxílio emergencial deve contemplar 45,6 milhões de pessoas e terá um custo de R$ 43 bilhões ao governo federal. Em Medida Provisória já assinada pelo presidente Jair Bolsonaro, o Executivo detalhou como funcionará a extensão do benefício e informou que ele será distribuído nos próximos quatro meses, com parcelas de R$ 150 a R$ 375, a depender da composição da família beneficiária, valores bem abaixo dos R$ 600 originais do auxílio distribuído ao longo de 2020.

As parcelas deste ano serão pagas apenas a famílias com renda per capita de até meio salário mínimo e renda mensal total de até três salários mínimos. De acordo com o governo,obenefício será limitado a uma pessoa por família. Uma mulher chefe de família monoparental terá direito a R$ 375, enquanto uma pessoa que mora sozinha receberá R$ 150. Para o público do Bolsa Família, continuará valendo a regra quanto ao valor mais vantajoso a ser recebido entre o programa e o auxílio — integrantes do Bolsa receberão o benefício com maior parcela.

Os trabalhadores formais (com carteira assinada e servidores públicas) continuam impedidos de solicitar o auxílio emergencial. Além disso, cidadãos que recebam benefício previdenciário, assistencial ou trabalhista ou de programa de transferência de renda federal, com exceção do Bolsa Família e do PIS/PASEP, não fazem parte do público que receberá as parcelas.

Para fins de elegibilidade, serão avaliados os critérios com base no mês de dezembro de 2020. O Executivo ainda informou que a operação para pagamento das parcelas do auxílio seguirá o modelo utilizado no ano passado.

Beneficiários do Bolsa Família serão contemplados conforme o calendário habitual do programa, enquanto os demais receberão na Conta Social Digital, que pode ser movimentada por um aplicativo de celular, o Caixa Tem. O Ministério da Cidadania continuará como responsável pelo processamento e pela análise dos pedidos, além de enviar para a Caixa a relação dos elegíveis ao recebimento do benefício.

Para efetuar o pagamento das novas parcelas do auxílio emergencial, a Caixa vai reforçar o quadro de pessoal, com a contratação de 7,7 mil funcionários. “Apesar de ter o banco digital e o aplicativo, dezenas de milhões de brasileiros ainda precisam de ajuda manual para receber os pagamentos”, disse o presidente do banco, Pedro Guimarães. “Estamos preparados para fazer uma operação de pagamento para dezenas de milhões de pessoas de maneira tranquila, onde não tenha aglomeração”, acrescentou.

Segundo Guimarães, o calendário dos pagamentos já está pronto, mas só será divulgado após a aprovação do presidente Bolsonaro.

Valores

A redução no valor das parcelas foi necessária para se adequar à exigência da proposta de emenda à Constituição (PEC) Emergencial de que o limite de gasto com a manutenção do programa fosse de R$ 44 bilhões.

Em live nas redes sociais, Bolsonaro comentou que a continuidade do benefício é necessária, mas alertou que “o auxílio não é dinheiro que está no cofre”.

Mesmo assim, será grande o movimento no parlamento para retomar o valor de R$ 600. O senador Jorginho Mello (PL-SC), vice-líder do governo no Congresso, admitiu ao Correio que “os valores (das novas parcelas) poderiam ser maiores”.

“Para que serve o governo além de arrecadar? Para, nesses momentos, poder enfrentar e dar o mínimo, do mínimo, de conforto e subsistência. E com R$ 250 é muito difícil”, acrescentou.

Para a deputada Tábata Amaral (PDT-SP), “é importante que o governo encontre um espaço no Orçamento para um auxílio digno”. “A notícia de que a maioria dos beneficiários receberá apenas 150 reais é assustadora. Esse é o valor de uma cesta básica. Uma família precisa de muito mais do que isso para viver dignamente.”

Dinheiro fica curto

Cerca de 22,3 milhões de brasileiros que receberam o auxílio emergencial não terão direito ao benefício neste ano.E quem continua na lista de beneficiários do governo vai receber uma ajuda média de R$ 250. Por isso, será preciso definir prioridades no orçamento doméstico.

Mãe solteira de dois filhos, a diarista Eliane Souza, de 38 anos, recebeu um auxílio de R$ 1,2 mil no ano passado. Este ano, deve contar apenas com R$ 375. Por isso, já está calculando o que será possível fazer com o auxílio desta vez. No Distrito Federal, a cesta básica custa cerca de R$ 591, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

“A diferença do primeiro auxílio para o novo atrapalha bastante, porque as coisas triplicaram de preço. Tudo está muito caro, e para a chefe de família, que sou eu, a diferença é muito grande”, lamentou Eliane.

Economista da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Joilson Cabral, comentou que, como a quantidade de recursos injetados na economia será menor que no ano passado, o novo auxílio terá um efeito mais social do que econômico. Ajudará o consumo básico, mas não movimentará a economia como no ano passado, quando o comércio bateu recordes de vendas por conta do auxílio.

“O principal impacto vai ser nos setores de bens de primeira necessidade, como produtos alimentares, produtos de limpeza e farmoquímicos”, comentou Cabral.

Por conta disso, o mercado financeiro acredita que o PIB do Brasil vai cair neste primeiro trimestre e também pode recuar no segundo trimestre, mesmo com a volta do auxílio emergencial a partir de abril. “O auxílio emergencial vai ajudar a atenuar esse momento difícil na casa de quem está sem renda, mas não tem comparação com o auxílio do ano passado”, afirmou o economista do Ibre/FGV Rodolpho Tobler.

Confira os detalhes do novo auxílio oferecido pelo governo federal

Valor

A medida provisória prevê ajuda de quatro parcelas de R$ 250, em média.

O benefício será limitado a uma pessoa por família, mas mulheres chefes de família monoparentais poderão receber R$ 375.

Quem tem direito ao auxílio, mas mora sozinho, por sua vez, receberá R$ 150.

Gasto

O auxílio a informais custará R$ 43 bilhões.

A estimativa é de que o novo socorro alcance 45,6 milhões de famílias.

Repartindo o bolo

Do total, R$ 23,4 bilhões serão destinados aos inscritos em plataformas digitais da Caixa.

R$ 6,5 bilhões atenderão os integrantes do Cadastro Único do governo federal.

O restante, R$ 12,7 bilhões, será destinado aos inscritos no Bolsa Família.

Quem tem direito

O novo auxílio emergencial será pago a famílias com renda per capita de até meio salário mínimo e renda mensal total de até três salários mínimos.

Beneficiários do Bolsa Família terão direito a escolher o valor com maior parcela.

Quem não tem direito

Pessoas com menos de 18 anos, exceto mães adolescentes, presos em regime fechado ou beneficiados pelo auxílio-reclusão, ou quem recebe pensão por morte.

Beneficiários do auxílio de 2020 que não movimentaram os valores do auxílio emergencial, ou que tiveram o benefício cancelado após avaliação de elegibilidade para 2021.

Estão excluídos, ainda, residentes médicos, multiprofissionais, beneficiários de bolsas de estudo e estagiários que não perderam seus rendimentos.

Também não receberá quem teve rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2019, ou possui propriedade ou direito de propriedade de valor total superior a R$ 300 mil. (Fonte: Ministério da Cidadania)

Comorbidade deixa idosos ainda mais vulneráveis

Um estudo brasileiro revela que comorbidades comuns, como hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares, são especialmente relevantes para o agravamento da covid-19 em pessoas idosas.

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em São Paulo, chegaram a essa conclusão após avaliar dados de 142 pacientes internados no hospital da instituição de ensino. As conclusões do trabalho devem ser divulgadas na revista especializada Cytokine nos próximos dias, de acordo com os autores.

Na investigação, os especialistas analisaram as amostras de sangue dos pacientes — todos eles hospitalizados entre os meses de julho e outubro de 2020. Os pesquisadores buscaram marcadores sanguíneos de inflamação e gravidade da covid-19 presentes no plasma, considerando também na investigação a faixa etária e a presença de comorbidades.

Constatou-se que os idosos apresentaram níveis mais elevados de dois marcadores sanguíneos, as citocinas IL-10 e IL-6, em comparação aos pacientes com menos de 65 anos. De acordo com os cientistas, ao contrário do IL-10, os níveis mais altos do IL-6 não estão diretamente associados à idade avançada. Dessa forma, os dados mostram que o índice de comorbidade está significativamente relacionado aos níveis expressivos de IL-6 em pessoas com 65 anos ou mais.

“O estudo traz novas evidências de que a resposta inflamatória desbalanceada parece ocorrer mais em função do número de comorbidades do que da idade em si”, enfatiza, em comunicado, Henrique Pott-Junior, professor da Faculdade de Medicina da UFSCar e um dos autores do estudo.

Citocinas em excesso

A produção descontrolada de citocinas, chamada tempestade de citocinas, tem sido identificada em cerca de 20% dos infectados pelo novo coronavírus e, frequentemente, está associada ao agravamento da doença e a um maior risco de morte, lembram os autores.

“Nosso estudo vem se juntar a outros indicando o papel dos níveis de IL-6 e IL-10 como preditores de gravidade da doença e, também, de mortalidade. No entanto, a maior parte das pesquisas não faz essa análise de possíveis fatores que intervêm nessa relação, como idade, gravidade da doença e, especialmente, comorbidades”, frisa Pott-Junior.

Apesar dos dados obtidos, os cientistas observam que mais pesquisas são necessárias para confirmar as conclusões do trabalho. Para eles, com os dados atuais é possível considerar que duas citocinas estudadas —aIL-6 eaIL-10 — poderão ser usadas para predizer a gravidade da covid-19.