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quinta-feira, 27 de agosto de 2026
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Cientistas desvendam ligação entre carne vermelha e câncer

Pesquisadores identificam mecanismo que relaciona consumo excessivo de carne vermelha ao câncer colorretal

Cientistas asiáticos descobriram o mecanismo que liga o consumo de carne vermelha ao risco de câncer, especialmente o câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino.

Embora a carne vermelha seja uma importante fonte de proteína, vitaminas e minerais, muitos estudos já demonstraram que seu consumo excessivo aumenta o risco de câncer. No entanto, o mecanismo por trás dessa ligação era desconhecido até outubro, quando pesquisadores de Singapura identificaram a conexão.

Um estudo publicado no periódico científico Cancer Discovery detalha como o consumo excessivo de carne vermelha está relacionado ao câncer colorretal. Este tipo de câncer é o terceiro mais comum no mundo e o segundo mais mortal, atrás apenas do câncer de pulmão.

Os cientistas buscaram entender o papel da carne vermelha na progressão do câncer, baseando-se em estudos anteriores que apontavam o ferro presente na carne como fator de risco. Eles coletaram amostras de câncer colorretal e usaram técnicas como análise de expressão genética, purificação de proteínas e espectrometria, além de experimentos em ratos, para identificar a relação.

Os pesquisadores descobriram que o ferro na carne reativa a enzima telomerase através de uma proteína chamada pirina, aumentando a progressão do câncer. A telomerase fica nas extremidades dos cromossomos, os telômeros, que são necessários para a divisão celular.

Em células normais, a telomerase é bem regulada, e os telômeros diminuem a cada divisão celular. No entanto, em células cancerígenas, a reativação da telomerase permite uma divisão celular ilimitada, contribuindo para o desenvolvimento do tumor.

Portanto, o elo entre o consumo de carne vermelha e o risco de câncer está no ferro, que reativa a telomerase.

“Demonstramos como o ferro (Fe3+), em combinação com fatores genéticos, reativa a telomerase, fornecendo um mecanismo molecular para a associação entre altos índices de ferro e o aumento na incidência de câncer colorretal”, conclui o estudo.