Maria Dalvani Brito, chefe da Divisão de Estabelecimentos Penais Femininos do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), foi exonerada do cargo nesta terça-feira (5). A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado e assinada pelo presidente do Iapen, Marcos Frank. A exoneração foi solicitada pela própria servidora, que é alvo de uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Acre (MPAC) por suspeita de tortura contra detentas.
A investigação foi iniciada pelo Grupo de Atuação Especial de Prevenção e Combate à Tortura (GAEPCT) no dia 24 de outubro. De acordo com o promotor Thales Ferreira Costa, coordenador do grupo, o objetivo da apuração é esclarecer possíveis casos de tortura na unidade prisional feminina de Rio Branco.
As denúncias surgiram após a morte de uma detenta, supostamente causada pelo uso excessivo de medicamentos. Além disso, uma carta enviada por internas à Vara de Execuções Penais de Rio Branco relatou abusos e negligências que estariam ocorrendo na unidade.
A exoneração de Maria Dalvani acontece em meio ao avanço das investigações, mas o Iapen ainda não forneceu detalhes sobre os próximos passos ou as medidas administrativas que podem ser tomadas diante das acusações.


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