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quarta-feira, 3 de junho de 2026
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Casos de conjuntivite em unidades de saúde de Rio Branco apresentam aumento

Casos de conjuntivite em unidades de saúde de Rio Branco apresentam aumento

A procura por atendimento médico relacionado a casos de conjuntivite tem aumentado no início deste ano em Rio Branco. Moradores da capital têm cada vez mais procurado as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), postos de saúde e até mesmo nas Unidades de Referência de Atenção Primária (URAPs) para tratar os sintomas típicos da doença que afeta os olhos e causa inflamações, irritação, coceira e ardência na região. A infecção afeta principalmente as crianças.

Na Unidade de Pronto Atendimento Franco Silva, a UPA da Sobral, por exemplo, 19 casos de conjuntivite foram registrados até a última segunda-feira, 21. Apesar de parecer pouco, o número indica que a tendência é que neste mês a incidência da doença seja maior do que a registrada em dezembro, quando 31 casos foram notificados durante todo o mês. Dos três tipos da inflamação (alérgica, viral e bacteriana), a alérgica é mais comum entre as pessoas afetadas.

“Esse número indica um crescimento leve na ocorrência dos casos. A incidência não é tão alta quanto no mês passado porque as férias escolares evitam grandes aglomerações e consequente transmissão da doença. E foi o que ocorreu em dezembro, com o ano letivo ainda ocorrendo e as comemorações de fim de ano, que aglomeram uma grande quantidade de pessoas e facilita a transmissão”, explica Sandréya Maia, coordenadora de Vigilância Epidemiológica da UPA da Sobral.

Caracterizada como uma inflamação na membrana que reveste a parte frontal dos olhos e o interior das pálpebras, a conjuntivite é bastante incômoda por provocar vermelhidão nos olhos, coceira, dor, lacrimejos constantes e dificuldades para enxergar. Além da vermelhidão e do inchaço, a conjuntivite viral causa uma sensação de areia nos olhos e um forte lacrimejamento. Ela leva até duas semanas e o tratamento pode ser feito com compressas de água fria e colírios.

Já na conjuntivite do tipo bacteriano, a secreção e o inchaço são mais intensos. A vermelhidão nos olhos é comum, mas sem lacrimejamento frequente. Dura, em média, uma semana e o tratamento é à base de colírios e antibióticos. Diferente das demais, a conjuntivite alérgica não é contagiosa e suas principais causas são reações a pelos de animais domésticos, como cães e gatos, baratas e principalmente dos ácaros da poeira domiciliar. Ela apresenta os mesmos sintomas que as outras.

Por terem sintomas parecidos, a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da UPA da Sobral lembra que o tratamento deve ser feito após consulta médica, que diagnóstica o tipo da doença e os medicamentos corretos para trata-la. Segundo ela, é recomendado que as pessoas atingidas pela conjuntivite viral evitem contato com outras pessoas durante o período de incidência dos sintomas, já que ela pode ser facilmente transmitida para outras pessoas através de um simples toque.

“Geralmente as pessoas coçam o olho e depois pegam em um objeto e o deixa contaminado. Se outra pessoa tocar nesse objeto e levar as mãos aos olhos, ela será contaminada. Também é necessário evitar agregação para evitar a contaminação de um grande número de pessoas. Quando diagnosticamos a conjuntivite viral, damos atestado médico para que a pessoa fique em isolamento, o correto é ficar em casa. Isso é importante para que surtos não aconteçam”, finaliza Sandréya.

Como prevenir

– Lavar as mãos com frequência;

– Não colocar as mãos nos olhos para evitar a recontaminação;

– Evitar coçar os olhos para diminuir a irritação da região;

– Lavar as mãos antes e depois da aplicação do medicamento;

– Não encostar o frasco do medicamento nos olhos;

– Suspender o uso de lentes de contato.