As emissoras de televisão amanheceram ontem anunciando a prisão dos dois suspeitos da morte da vereadora carioca Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes. Ronnie Lessa, um militar reformado, e Écio de Queiróz, ex-policial militar, seriam, de acordo com o que a polícia apurou, os seis executores. Continuaram, durante o dia, fazendo revelações diversas sobre o caso, inclusive, que Lessa reside no mesmo condomínio que o presidente Bolsonaro, no Rio de Janeiro. Até agora, esse fato é tratado como coincidência.
O passo seguinte será encontrar o mandante, ou os mandantes, e descobrir a motivação do crime. Só então poderá ser dito que o caso foi resolvido. Condenar todos esses seria, finalmente, fazer justiça a Marielle Franco.
Fazer justiça, no entanto, é algo que deve demorar bastante ou talvez nem ocorra, levando-se em consideração o histórico do Judiciário brasileiro quando se fala em atuação célere e eficiente contra assassinos e mandantes de crimes desse tipo. Em caso de envolvimento de políticos, grandes figurões do cenário nacional, aí é que a coisa fica mais difícil. As chamadas “forças ocultas” trabalham sempre para deixar livres aqueles que atentam contra o estado democrático de direito, contra os direitos humanos e contra a democracia.
O Brasil torce para que a Justiça mostre que a impunidade não prevalecerá mais uma vez. É o que os familiares de Marielle e Anderson Gomes esperam, é o que o Brasil espera e é o que o Mundo espera ver de um país que tem fama internacional de desrespeito aos direitos humanos.

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