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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Caso corretora desaparecida: prints expõem ataques do síndico contra Daiane

A corretora de imóveis Daiane Alves, desaparecida desde 17 de dezembro, foi encontrada morta às margens de uma estrada em Caldas Novas (GO) na quarta-feira (29). O principal suspeito do crime é o síndico do condomínio onde ela morava, Cléber Rosa de Oliveira, preso junto com o filho e um porteiro do prédio.

Daiane foi vista pela última vez por volta das 19h, quando desceu até o subsolo do edifício para verificar a falta de energia em seu apartamento. Segundo a investigação, ela não retornou após sair do elevador.

Histórico de conflitos no condomínio

De acordo com informações do UOL, os desentendimentos entre Daiane e o síndico começaram no início de 2025. O condomínio chegou a notificá-la sob a alegação de que o imóvel estaria sendo usado como marcenaria, acusação que a corretora sempre negou.

Daiane afirmava sofrer perseguição por parte de Cléber, que, segundo ela, dificultava seu trabalho como corretora, orientava a portaria a barrar encomendas e criava obstáculos à administração dos imóveis que ela gerenciava.

Áudios e prints de conversas foram anexados a processos judiciais e boletins de ocorrência, revelando um histórico de conflitos e ataques verbais. Em agosto, uma assembleia chegou a votar pela expulsão da corretora do prédio, decisão posteriormente suspensa pela Justiça.

Áudios, ofensas e ameaças

Em áudios apresentados à Justiça, o síndico afirma que Daiane descumpria regras do condomínio e classificava a situação como “insustentável”. Em mensagens enviadas à irmã da corretora, ele afirmou que até a mãe de Daiane estaria infringindo normas do prédio.

Em outro trecho, Cléber teria ameaçado uma proprietária de imóvel administrado por Daiane, afirmando que deixaria de prestar assistência caso ela mantivesse a corretora na gestão do apartamento.

Em grupos de mensagens do condomínio, o síndico chegou a se referir a Daiane e à mãe dela como uma “quadrilha de delinquentes”. As mensagens foram anexadas a um boletim de ocorrência registrado pela família da vítima.

Em depoimento prestado anteriormente à polícia, Daiane relatou agressões físicas. “Ele me deu um soco, uma cotovelada no meu rosto”, afirmou na ocasião.

Corpo localizado e prisões

Após o avanço das investigações, Cléber Rosa de Oliveira e o filho, Maykon Douglas de Oliveira, foram presos no próprio condomínio. O porteiro que trabalhava no dia do desaparecimento também foi detido.

Após a prisão, o síndico confessou o crime e levou a polícia até uma área de mata, a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, onde o corpo de Daiane havia sido ocultado.

Inicialmente, o porteiro afirmou não se lembrar de nada, mas, diante de indícios de omissão, foi novamente ouvido e acabou preso. Segundo a polícia, ele e o síndico costumavam viajar juntos nos fins de semana.

Denúncia por perseguição

Antes do homicídio, o Ministério Público de Goiás já havia denunciado o síndico por perseguição. Segundo o MP, Cléber praticava atos como sabotagem de serviços essenciais, incluindo cortes de água e energia, além de agressões e intimidações.

Para a polícia, a motivação do crime está relacionada a desavenças comerciais e pessoais entre a corretora e o síndico do prédio onde ela residia.

O caso segue sob investigação para esclarecer a participação individual de cada um dos envolvidos e as circunstâncias do homicídio.


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