Briga interna do CV termina com traição e morte do número 2 da facção em Rio Branco

Uma disputa interna em uma facção criminosa por um ponto de tráfico, na região do bairro Esperança, conhecida como Beco da Cacimba em Rio Branco a capital do Acre, teve um desfecho de traição, Emboscada e morte.

De acordo com informações, um traficante identificado pelo nome de Antônio André de Araújo, de 40 anos, mais conhecido pelos apelidos de “Seco” e “Alcides” era considerado o 02 da “hierarquia” de uma facção criminosa com atuação na região do bairro Esperança.

Durante uma tomada de decisão, o homem apontado como sendo o chefe dos chefes, ou 01 da mesma facção determinou que “Seco” que até então mandava no Beco da Cacimba, entregasse o ponto do tráfico para o chefe. O que não foi aceito por Seco e como consequência houve uma “guerra” interna da facção.

No último dia 07, durante um tiroteio em uma distribuidora localizada na rua 25 de Agosto no bairro Esperança, onde três pessoas foram atingidas, entre elas, o monitorado por tornozeleira eletrônica Gleidson Melo da Silva, 40 anos, Wesley Estrada de Souza e um adolescente de 16 anos ficaram feridos.

Tiroteio foi o estopim da “guerra”

Durante investigação da polícia civil sobre o tiroteio, descobriu que o alvo dos criminosos seria o monitorado Gleidson, mas os tiros também atingiram um adolescente de 16 anos, que seria irmão do 01 da facção e o ataque teria sido orquestrado por André “Seco” que naquele momento disputava o comando da facção.

Expulsão, sentença, Emboscada e morte

Como o resultado do ataque ao monitorado Gleidson teve como consequências o ferimento a tiros contra o adolescente, que no caso apesar de ser irmão do chefe da facção, não teria nenhum envolvimento com o crime, o 01 conseguiu que o “conselho ” decidisse pela expulsão de “Seco” da região da facção e condenação de morte.

Sabendo que havia sido condenado pelo “tribunal” André e alguns aliados fugiram para a região do Caquetá e ramal Santa Bárbara, localizado no município de Porto Acre, divisa com o município amazonense de Boca do Acre.

Segundo informações, duas mulheres, que supostamente seriam traficantes da região em conflito, teriam “perdido” uma grande quantidade de entorpecentes que pertenciam a facçao criminosa. O líder da facção descobriu que as duas tinham conhecimento do paradeiro de “Seco”, o integrante expulso da facçao.

Submetidas ao conselho do crime, foi imposto para as duas mulheres “entregar” o paradeiro de André ”Seco” e terem o perdão pelo prejuízo da droga que havia perdido, caso contrário  pagariam com a vida, ou seja, seriam mortas.

No decorrer da semana, a liderança, juntamente com as duas mulheres, combinaram um local para o encontro e articularem a emboscada.

Sem saber que estava sendo atraído para uma emboscada, “Seco” aceitou receber as mulheres para um “piseiro” (festa), no esconderijo dele, regada a bebidas e drogas, mas as duas repassaram as coordenadas do encontro e na chegada das mulheres na tarde de sexta-feira, 29 os integrantes da facção escolhidos para matar “Seco” estavam escondidos nas proximidades, esperando o momento certo para o ataque. O que segundo informações, aconteceu na manhã deste sábado, 30.

No confronto, Antônio André, vulgo “Seco” foi morto a tiros , um comparsa dele foi ferido, mas conseguiu fugir para a mata, e as duas mulheres deixadas no ramal, próximo da Rodovia AC-10, estrada de Porto Acre, procuraram a polícia para relatar o suposto sequestro, após serem socorridas pela polícia, receberam socorro do SAMU e foram levadas ao Pronto Socorro, pois uma das duas teria sido ferida com tiro de raspão no braço direito.

Após atendimento médico, ambas foram conduzidas a Delegacia Central de Flagrantes – DEFLA, pela Policia Militar, mas não permaneceram e nem foram ouvidas pelo delegado plantonista, sendo encaminhadas a DHPP – Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, neste intervalo as mulheres  mudaram a versão várias vezes, mas nenhuma das versões que começa com suposto sequestro foi oficializado na Delegacia.

A reportagem do Ecos da Notícia procurou no início da madrugada, o delegado coordenador da DHPP, Alcino Júnior, que coletou oficialmente o depoimento das duas mulheres, sendo que a adolescente estava acompanhada de um responsável, mas a autoridade policial preferiu não informar detalhes do depoimento, alegando que a divulgação neste momento poderia atrapalhar as investigações, pois as declarações das duas testemunhas ainda serão devidamente apuradas para se chegar a veracidade, haja vista que, a mulher de 21 anos, já tem passagem pela polícia, inclusive com envolvimento com facção criminosa, segundo relatos.