A Escola do Tribunal de Contas do Acre (TCE-AC) iniciou o ano letivo 2026, nesta quarta-feira (28). Uma palestra do procurador de Justiça Sammy Barbosa marcou a aula inaugural para servidores e membros do Tribunal e Ministério Público de Contas (MPC-AC).
Procurador do Ministério Público do Acre (MPAC) com quase 30 anos de carreira, Barbosa trouxe um debate sobre “O papel do Estado e a importância do controle externo”.
“Foi uma aula de cidadania extremamente alinhada com os objetivos da nossa Escola de Contas. Uma honra poder ouvir o procurador falar sobre temas sociais profundos e que nós como membros e servidores de um órgão de controle externo temos que estar atentos”, celebrou a diretora-geral da Escola de Contas, conselheira Naluh Gouveia.

Reflexões profundas
Durante toda a manhã o procurador, que é doutor em direito constitucional pela Universidade de Lisboa, dissertou sobre temas como direitos humanos, consciência de classe e desigualdades sociais.
Estudante de direito e colaboradora do TCE-AC, Nycolle Damacena comentou que a palestra lhe levou a reflexões profundas sobre o papel do Estado e órgãos fiscalizadores na sociedade.
“Nos fez pensar que atitudes individuais podem mudar muitas realidades. O interessante que ele nos levou a refletir sobre quem somos nós e a pensar que nossas escolhas afetam e podem mudar o futuro e nossa realidade. É preciso ter um olhar atento e sensível a nossa volta, sair de nossa bolha”, comentou.
Para o vice-presidente do TCE-AC, conselheiro Ronald Polanco, a palestra chegou em um momento importante, já que coincide com a entrada de novos servidores na instituição.
“Uma brilhante palestra destacando de cara importância de formar quadros de alto nível na esfera pública e como os controles externos dos Ministérios Públicos e Tribunais de Contas são fundamentais para o aprimoramento da gestão pública do Estado brasileiro”, concluiu.

Quem é Sammy Barbosa?
Sammy Barbosa Lopes tinha 24 anos quando assumiu o cargo de promotor de Justiça do Ministério Público do Acre há quase três décadas. Lopes nasceu em uma família humilde que migrou de um seringal no interior da cidade de Xapuri para a periferia de Rio Branco.
A partir de 1997 passou a integrar um grupo de combate ao crime organizado que enfrentou o chamado ‘Esquadrão da Morte’, um grupo criminoso formado na maioria por policiais militares e liderado pelo então deputado Hildebrando Pascoal. Investigou ainda as circunstâncias do assassinato do ex-governador Edmundo Pinto, ocorrido em 1992 em um quarto do Hotel Dela Volpe em São Paulo.
Já foi procurador-geral de Justiça, em 2010, ocasião em que presidiu o Conselho Superior e o Colégio de Procuradores de Justiça, foi vice-presidente do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais dos Estados e da União.
É autor do livro “O Direito e os direitos em tempos de crise”, lançada pela Editora Appris e co-autor das obras jurídicas “A Constituição no Limiar do Século XXI” e a “A Reinvenção das parentalidades: compreensões sobre família e vínculos parentais na agenda pública”.
Já integrou a lista tríplice para ocupar uma vaga no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por duas vezes, em 2012 e 2025.
Texto: Yuri Marcel
Fotos: Nycolle Damacena














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