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domingo, 9 de agosto de 2026
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Após xingar servidores, diretora de laboratório do Huerb é afastada pela Sesacre


Luan Cesar


Após ser acusada de xingar servidores, a diretora do setor de Laboratório do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), Cleuda Queiroz Jarzon, foi afastada das funções que exercia pela Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) e Direção-Geral do Huerb na segunda-feira, 10. A informação foi divulgada por meio de nota pública divulgada pela Sesacre para a imprensa local.


“A Secretaria de Estado de Saúde do Acre informa que a Direção Geral do Hospital de Urgência e de Emergência de Rio Branco (Huerb) emitiu na sexta-feira, 7, despacho interno comunicando ao setor do Laboratório o afastamento temporário da sua diretora, Cleuda Queiroz Jarzon, até que denúncia de maltrato seja devidamente elucidada”, afirmou a pasta ao longo da publicação feita.


Conforme a Sesacre, “a medida visa tanto ao resguardo da gestão e a apuração de possível comportamento inadequado da diretora com servidores terceirizados como também como garantia ao contraditório e ao direito de ampla defesa”. A medida foi adotada depois que servidores da área de Limpeza e um representante da empresa em que trabalham procurarem a Polícia Civil.


Eles se dirigiram até uma delegacia da capital e prestaram um Boletim de Ocorrência (B.O) contra a diretora. No depoimento dado durante a confecção do B.O, as vítimas afirmaram que no dia dois deste mês a responsável pelo setor de Laboratório se dirigiu a todos como ‘cão e demônio’. Ela também reclamou que os trabalhadores atrapalhavam o e teria chutado um balde de lixo.


“Já fez com vários da limpeza, trata todos assim, desde os funcionários dela do hospital. Teve uma mudança no horário de trabalho, a responsável mudou os horários devido algumas reclamações do setor dela. Foi mudado para ver se melhorava e ela não gostou”, relembrou um dos servidores que prestaram B.O, ele não quis ter o nome divulgado, ao portal de notícias G1 Acre.


O funcionário afirmou ainda ao G1 Acre que a diretora ficou irritada com a mudança. Ele disse que um servente geral que limpava o local foi chamado de ‘cão’ e logo depois teria xingado os demais trabalhadores. “Fechou a porta com ignorância, bateu a porta na nossa cara e nos chamou de demônio. Terminamos nosso serviço, ficamos calados e ela falando. Não é a primeira vez, já fez com o pessoal da noite. Nós somos da manhã”, disse. A denúncia foi realizada dois dias depois.


Em entrevista à Rádio CBN Amazônia Rio Branco, Areski Peniche, diretor-geral do Huerb, garantiu que já há outra pessoa à frente do setor de Laboratório de forma interina. Ele disse que o afastamento foi feito para não atrapalhar as investigações e preservar o direito de defesa “Não quer dizer exoneração, até porque todo mundo é inocente até que se prove o contrário. Ela vai se defender nas instâncias judiciais. Se for comprovado que tenha culpa, vai ser exonerada”, afirmou.


Peniche explicou ainda que soube da situação na sexta-feira, 7, quando recebeu um ofício da empresa que presta serviço no Huerb. O afastamento de Cleuda das funções e o pedido de abertura de processo administrativo para apurar a conduta dela foram feitos na segunda-feira. “Foi aberto um processo administrativo hoje para apurar os fatos no âmbito administrativo”, finalizou ele.