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segunda-feira, 29 de junho de 2026
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Apesar da falta de consciência de muitos, rio-branquenses acham importante o uso da máscara para combater à Covid-19

De acordo com pesquisa Datafolha divulgada no dia 18 deste mês, o uso de máscaras cirúrgicas pode, sim, diminuir o risco de contaminação da pandemia do novo coronavírus. Ainda, segundo a análise, aumentou a parcela dos brasileiros que só saem de casa quando é inevitável, e se mantém em alta o uso do item de proteção. Na capital acreana, o índice positivo em relação ao cuidado pessoal diante da doença também é importante para a maioria dos rio-branquenses, mesmo que muitos ainda não tenham a mesma consciência. 

“É importante o uso da máscara. Se ninguém usar é pior. Eu, por exemplo, já uso duas para garantir. Agora, se protege quem quer”, disse o autônomo Francisco de Albuquerque Araújo. Foto: Dell Pinheiro

Para o autônomo Francisco de Albuquerque Araújo, de 64 anos, o uso da peça de segurança é eficaz. “É importante o uso da máscara. Se ninguém usar é pior. Eu, por exemplo, já uso duas para garantir. Agora, se protege quem quer. Tem muita gente que anda sem máscara, isso pelo Centro da cidade. Não estão incomodados com a doença, assim acredito. Não deixo de me prevenir contra o vírus. Temos que nos adaptar com tudo isso, infelizmente. Se cuide por você e pelas outras pessoas. O que falta é amor ao próximo”. 

A funcionária pública Roseli Campos, de 42 anos, disse que que é incômodo o uso da máscara, mas é necessário usar. “Não vou dizer que é confortável utilizar a máscara, porém é o que nos ajudar a conter o vírus, assim como os outros meios de proteção, como a utilização do álcool em gel e a limpeza das mãos constantemente. Já estamos há mais de um ano vivendo esse período e muita gente ainda não se acostumou com o ‘novo normal’. Se tivéssemos tomado mais cuidado deste o início da pandemia, muitas mortes podiam ser evitadas”.

“A situação está pior e todo cuidado deve ser tomado. Utilizando a máscara já está difícil, imagine sem o uso dela. A coisa não está para brincadeira”, falou o mototaxista Gil Bandeira

O mototaxista Gil Bandeira, de 43 anos, também comentou a respeito do assunto. “O uso da máscara deve ser todos os dias, em todos os locais, assim como orienta as autoridades. A utilização dela me incomoda um pouco, não vou negar, mas é para a minha proteção e a dos meus passageiros. Também não quero levar a doença para dentro de minha casa. A situação está pior e todo cuidado deve ser tomado. Utilizando a máscara já está difícil, imagine sem o uso dela. A coisa não está para brincadeira”.

A cozinheira Telma de Souza Lira, de 33 anos, salientou que sempre usa a máscara. “Não saiu de casa sem ela. Procuro fazer todas as recomendações que são repassadas pelos órgãos da Saúde. Acredito que a utilização do equipamento de proteção serve para evitar a propagação da Covid-19. Fico triste em ver pessoas que não usam a máscara. Parece que não estamos vivenciando algo horrível; um vírus que está atacando constantemente, infectado e matando todos os dias”.

A assistente social Fabiola Freitas, de 45 anos, ressaltou que diante da situação que estamos vivenciando é extremamente importante a utilização da máscara. “No entanto, observações devem ser feitas. O uso do equipamento deve ser feito de forma adequada. Seu manuseio deve ser feito com muita higiene e não passar do tempo de uso, fora do padrão que é indicado. O que podemos observar é que muita gente coloca de forma incorreta, o que não serve para nada”.

Para o servidor público Francisco dos Santos, de 42 anos, a máscara não atrapalha em suas tarefas. “Vejo um monte de gente reclamando do uso da máscara. Não enxergo dessa forma. Acredito que ela proteja mais do que cause aborrecimento. Utilizo sempre, seja em casa, na rua, ou no trabalho. Meu Deus, assistimos diariamente nos noticiários como está a crise na Saúde e como aumentam os casos no Estado. A grande maioria das pessoas não tem empatia pelo seu semelhante. Se não olharmos uns pelos outros, nem tomando medidas mais extremas, a contaminação só vai aumentar”. 

Mais sobre a pesquisa 

Dos brasileiros entrevistados, 92% disseram que usam a peça de proteção, porém sem detalhamento sobre de que forma, se usam no queixo ou com o nariz para fora. Desse percentual, 6% falaram que usam de vez em quando, e 2% nunca ou raramente usam. A pesquisa, feita por telefone, ocorreu nos dias 15 e 16 de março com mais de 2 mil pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais. 

A análise também demonstrou que, com o avanço da pandemia, voltou a crescer o número de pessoas que só saem de suas residências quando é realmente necessário (41%). Segundo o que foi avaliado, o aumento reflete a retomada das restrições de setores econômicos e até a imposição de toque de recolher, estabelecido em todas as regiões do Brasil.  

A indicação de que as máscaras contribuem para reduzir a transmissão do vírus vem de um experimento realizado em abril do ano passado com 246 pessoas, na Faculdade de Medicina da Universidade de Hong Kong, na China, concluído antes da identificação do Sars-CoV-2. Para os cientistas, o uso da máscara é considerado uma das maneiras mais eficazes de evitar a propagação do vírus, seguido do distanciamento social.