A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da comercialização de dois suplementos amplamente divulgados nas redes sociais e em plataformas online. Os produtos Glicojax e Durasil tiveram a venda suspensa após a identificação de propaganda enganosa, ausência de comprovação científica e origem desconhecida.
Segundo a agência reguladora, os itens não atendem às exigências mínimas de segurança e não possuem registro que comprove a procedência, a composição ou a eficácia dos benefícios anunciados aos consumidores.
Promessas sem comprovação científica
No caso do Glicojax, a Anvisa aponta que o suplemento era divulgado com alegações de efeitos terapêuticos, como auxílio no controle da glicose no sangue, suporte à saúde metabólica e cardiovascular e até controle do diabetes.
De acordo com a agência, nenhuma dessas promessas possui respaldo científico, o que viola a legislação sanitária brasileira, que proíbe a atribuição de propriedades medicinais a suplementos alimentares.
Produto para disfunção erétil também foi vetado
O Durasil, comercializado em gotas, também entrou na lista de produtos proibidos. O suplemento prometia aliviar dores e melhorar a função erétil, apesar de não apresentar estudos científicos, autorização sanitária ou identificação clara do fabricante.
Mesmo após a decisão da Anvisa, o órgão alerta que o produto ainda pode ser encontrado à venda em plataformas digitais, o que representa risco direto à saúde dos consumidores.
Risco à saúde pública
A Anvisa reforça que suplementos sem registro ou com origem desconhecida não oferecem garantias quanto à qualidade, dosagem ou segurança dos ingredientes. O consumo desses produtos pode causar efeitos adversos e mascarar doenças que exigem acompanhamento médico.
A orientação é para que consumidores desconfiem de anúncios com linguagem médica, promessas de cura ou melhora de doenças crônicas e evitem adquirir produtos que não estejam devidamente regularizados.


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