A primeira semana de junho será marcada por mudanças significativas nas condições do tempo em praticamente todo o Brasil. A combinação entre uma frente fria atuando sobre o oceano e uma massa de ar frio associada a um anticiclone deve favorecer a ocorrência de chuvas em diferentes regiões do país, incluindo áreas que normalmente registram menor volume de precipitações nesta época do ano.
Segundo as previsões meteorológicas, os maiores acumulados devem se concentrar na Região Norte, onde algumas localidades podem ultrapassar a marca de 100 milímetros de chuva ao longo da semana. No Nordeste, especialmente no litoral da Bahia, os volumes previstos podem se aproximar de 90 milímetros.
Frente fria influencia o tempo no início da semana
Entre domingo (31) e segunda-feira (1º), uma frente fria permanece posicionada sobre o oceano nas proximidades das regiões Sul e Sudeste. Mesmo sem avançar diretamente sobre o continente, o sistema contribui para a formação de áreas de instabilidade em diversos pontos do interior do país.
A previsão aponta pancadas rápidas de chuva entre a tarde e a noite em áreas do centro-sul de Minas Gerais, nordeste de São Paulo e regiões serranas do Rio de Janeiro.
Em Goiás, também existe possibilidade de precipitações isoladas, embora sem previsão de grandes acumulados. No Centro-Oeste, a ocorrência de chuva deve ser mais pontual, especialmente durante a segunda-feira.
Região Norte deve registrar os maiores volumes
As áreas com maior potencial para chuva intensa ao longo da semana estão concentradas na faixa norte do país. De acordo com a previsão, os maiores acumulados podem ocorrer em:
• São Luís (MA);
• Macapá (AP);
• Belém (PA);
• Santarém (PA);
• Manaus (AM);
• Boa Vista (RR).
Em algumas dessas localidades, os volumes acumulados podem ultrapassar 100 milímetros até o final da semana.
Anticiclone favorece transporte de umidade
A partir de terça-feira (2), a massa de ar frio posicionada atrás da frente fria começa a atuar com mais intensidade sobre o centro-sul do Brasil.
Esse sistema de alta pressão atmosférica, conhecido como anticiclone, altera a circulação dos ventos e favorece o transporte de umidade em direção ao leste do país, além de contribuir para o avanço de ar mais frio.
Como consequência, diversas áreas próximas ao litoral devem registrar aumento da nebulosidade e ocorrência de chuva fraca ao longo da semana.
Faixa leste terá céu encoberto e chuva persistente
Entre terça e quarta-feira, a previsão indica predomínio de céu nublado e ocorrência de chuva fraca em diferentes trechos da faixa leste do país.
As áreas mais favorecidas incluem:
• Leste do Rio Grande do Sul;
• Estado de São Paulo;
• Rio de Janeiro;
• Nordeste de Minas Gerais;
• Leste da Bahia, incluindo Salvador.
O mesmo padrão também deve atingir áreas de Pernambuco e do Rio Grande do Norte, impulsionado pela circulação de ventos vindos do oceano.
No Sul do país, cidades como Florianópolis, Joinville e Curitiba podem registrar períodos prolongados de nebulosidade, acompanhados por chuviscos e chuva de baixa intensidade.
Bahia aparece entre os destaques da semana
Fora da Região Norte, o litoral baiano surge como uma das áreas com maior potencial para acumulados expressivos.
De acordo com os modelos meteorológicos, a região de Salvador pode registrar até 90 milímetros de chuva ao longo da semana.
Em outras áreas do leste do Sudeste e do Nordeste, os acumulados previstos variam entre 40 e 90 milímetros até a próxima sexta-feira (5).
Chuvas devem perder força no fim da semana
Nos últimos dias da semana, a tendência é de redução gradual das precipitações em parte das regiões Sul e Sudeste.
Nessas áreas, o tempo deverá permanecer com bastante nebulosidade, mas com ocorrência de chuva de forma mais isolada e irregular.
No Nordeste, as instabilidades tendem a se concentrar entre o nordeste da Bahia e o Rio Grande do Norte. Já no Maranhão, ainda há possibilidade de pancadas localmente fortes.
Na Região Norte, as chuvas continuam presentes nas mesmas áreas que concentram os maiores volumes ao longo da semana, embora de maneira mais isolada em alguns períodos.
Com a atuação conjunta da frente fria e do anticiclone, a primeira semana de junho deve apresentar um cenário de instabilidade climática em praticamente todo o território nacional, exigindo atenção especial em áreas sujeitas a alagamentos e acumulados mais elevados.


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