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quarta-feira, 1 de julho de 2026
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Alta incidência de queimadas faz Estado decretar situação de alerta ambiental no Acre

Com mais de mil focos de calor registrados entre 1º de janeiro e 7 deste mês, além da alta incidência de queimadas nos 22 municípios, o Estado decretou na sexta-feira, 16, estado de alerta ambiental no Acre.

O Decreto Nº 3.776 foi publicado pelo governador Gladson Cameli na edição do Diário Oficial do Estado (DOE) de ontem. Com isso, a Defesa Civil Estadual pode solicitar apoio técnico e logístico de toda estrutura administrativa direta e indireta estadual nas suas ações.

O apoio pode ser dado em atividades de prevenção, combate e controle de incêndios, queimadas e focos de calor em todo estado. O decreto determina que sejam adotadas ações práticas para minimizar a quantidade de queimadas e as consequências dos incêndios no verão amazônico, período de poucas chuvas, tempo seco e altas temperaturas que inicia no fim de junho e segue até o início de outubro. Nessa época, os riscos de queimadas aumentam com a baixa umidade e calor.

“Existe a necessidade de se adotar medidas de prevenção e preparação para hipótese de ocorrência de desastres na modalidade de incêndios e estiagem severas. Numa situação de alerta ambiental, o que podemos pedir a população é que evite realizar qualquer tipo de queima”, destacou o secretário de Meio Ambiente (Sema), Israel Milani. Ele lembra que os meses mais críticos do verão amazônico são julho, agosto e setembro, sendo o último deles o mais crítico nesse período.

O decreto também estabelece a Sala de Situação de Alerta Ambiental, que deve ser comandada pela Defesa Civil Estadual com apoio da Sema, coordenação operacional do Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) e demais órgãos do Estado.

A Sala de Situação ficará responsável pelo monitoramento da situação das queimadas, elaboração de boletins de focos de calor e estabelecimento do cruzamento com risco de fogo e focos de calor em todos municípios acreanos.

A partir do levantamento, cruzamento e finalização dos dados feitos pela Sala de Situação, todos os órgãos ambientais, Batalhão Ambiental da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e demais órgãos envolvidos devem atuar de forma preventiva e repressiva nas áreas mais críticas. Segundo o CBM-AC, o número de incêndios ambientais na Zona Urbana de Rio Branco aumentou mais de 137% em um ano. Nos primeiros 12 dias deste mês, 468 incêndios foram registrados na cidade.

Isso significa que a quantidade de casos é 137,5% maior do que a registrada no mesmo período do ano passado, quando nos primeiros 12 dias de agosto houveram 197 incêndios. De acordo com o major Cláudio Falcão, do Corpo de Bombeiros, os fortes ventos que vêm ocorrendo durante este mês contribuíram para o aumento de incêndios em todo estado. Ele acrescenta ainda que o órgão juntamente com os demais da administração pública elaborarou o Plano de Contingência.

“Tivemos um mês de agosto praticamente com temperaturas baixas pela parte da manhã e alta à tarde. Isso faz com que o clima fique totalmente favorável para as queimadas. Com esse clima seco e temperaturas altas as pessoas colocam fogo. Em anos anteriores não tinham tanta ventania como ocorreu agora, isso faz com que percam o controle e áreas maiores queimem mais”, explicou o militar. Falcão disse ainda que todas secretarias, autarquias e departamentos atuarão conjuntamente.