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segunda-feira, 29 de junho de 2026
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Acreanos realizam ato ecumênico e político em memória às vítimas da Covid

O Brasil ultrapassou a marca de meio milhão de mortes por Covid-19. Na noite desta segunda-feira, 21, em Rio Branco, manifestantes ligados ao Instituto Ecumênico Fé e Política do Acre, ao Instituto de Mulheres da Amazônia, aos movimentos sociais e agentes políticos realizam um ato memória às vítimas.

Na ocasião, foram acesas 500 velas em alusão as 500 mil vidas ceifadas na pandemia em todo o país. No estado, 1.730 acreanos e acreanas morrem por complicação do novo coronavírus.

“É uma responsabilidade dos líderes religiosos insistir na vacinação, pois a vacina é um dom de Deus. É um instrumento de saúde que Deus nos concede, pela inteligência de tantos pesquisadores. Mas, infelizmente, há gente negacionista que está trabalhando contra, o que resulta na ausência das pessoas em procurarem a vacina. Portanto, é necessário que a divulgação seja fortalecida, ao mesmo tempo em que se combate as notícias falsas”, salientou o padre Mássimo Lombardi, que é secretário-geral do Instituto Ecumênico.

Foram acesas 500 velas em alusão as 500 mil vidas ceifadas na pandemia (Foto: Hugo Costa)

O deputado estadual Jenilson Leite cobrou do governador Gladson Cameli a compra de vacinas para imunizar a população. “É necessário que o governador compre as 700 mil doses de vacina que ele disse que ia comprar. É necessário que o governo federal compre mais vacinas. Temos que tirar as vacinas daqui de frente do Palácio e levar para as igrejas, escolas, para os bairros, para os mercados, porque o Centro da cidade é longe. Quem mora nos bairros mais distantes têm dificuldade para chegar até aqui. É necessário que o governo leve as vacinas até as pessoas e não esperar que as pessoas cheguem até a vacina”, frisou.

A coordenadora do Centro de Defesa dos Direitos Humanos e Educação Popular, Raimunda Bezerra, responsabilizou o governo Bolsonaro pelas mortes no país. “O que está acontecendo no Brasil é uma política de governo, é um crime. Outra coisa, auxílio emergencial de R$ 150 é esmola, não auxilia os cidadãos brasileiros”, disse.

O ato ecumênico e político em momemória e justiça às vítimas da Covid-19 reuniu lideranças religiosas católicas, espiritas, kardecistas, umbandistas e evangélicas. Após a manifestação, os participantes recolheram as velas e deixaram a praça limpa.

Familiares de vítimas da Covid-19 também participaram do ato (Foto: Hugo Costa)

Apoio e defesa às vítimas

A mobilização do ato em frente ao Palácio Rio Branco também partiu da Associação Nacional em Apoio e Defesa dos Direitos das Vítimas da Covid- 19 – Vida e Justiça, criado em abril deste ano no Brasil. No Acre, o órgão está me processo de estruturação.

“A associação contribui para a elaboração e criação de políticas públicas para que as vítimas da Covid-19 tenham um lugar de apoio. Até o final do mês, vamos constituir a direção acreana”, destacou a diretora de Meio Ambiente da Associação Nacional em Apoio e Defesa dos Direitos das Vítimas da Covid19.

A manifestação começou às 17 horas (Foto: Cassis Play)