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sábado, 4 de julho de 2026
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Acre fecha março com saldo negativo de mais de 300 postos de empregos

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na quarta-feira, 24, mostram que o Acre fechou o mês de março com um saldo negativo de 317 postos de empregos formais. Os números divulgados consideram como vagas formais empregos com carteira assinada e submetidos as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) brasileira.

Segundo o Caged, no mês passado 1.858 foram admitidas em diversos setores da economia acreana enquanto 2.175 trabalhadores foram desligados, uma variação negativa de 0,41%. O comportamento é contrário ao registrado em fevereiro, quando o estado terminou o mês com 41 postos de emprego formal contabilizando um total de 2.084 admissões contra 2.043 demissões.

Em março, o único setor que não apresentou retração foi o de serviços. Com 822 admissões e 710 demissões, a área gerou um saldo positivo de 112 postos formais de trabalho. Já os setores de indústria de transformação (-24), serviços industriais de utilidade pública (-10), construção civil (-50), comércio (-292) e agropecuária (-53) não tiveram a mesma tendência e apresentaram queda.

De acordo com o Caged, das cidades avaliadas Cruzeiro do Sul foi a única que terminou o mês passado com saldo positivo, foram 161 contratações, 150 demissões e 11 postos de emprego formal, uma variação positiva de 0,19%. Entre os municípios com saldo negativo, Rio Branco (-220) e Tarauacá (-16) tiveram os piores resultados. Feijó, com menos duas vagas, teve a menor queda.

Brasil

Os números do Caged mostram que o Acre seguiu a mesma tendência do Brasil. O mercado de trabalho formal apresentou, em todo o país, um saldo negativo de 43.196 empregos com carteira assinada no mês passado. No período, foram registradas 1.216.177 admissões e 1.304.373 demissões. Enquanto em fevereiro foram 173.139 postos formais, 1.453.284 admissões e 1.280.145 demissões.

No Brasil, os piores desempenhos de março foram os dos setores de comércio, que apresentou uma diminuição de 28.803 vagas, agropecuária (-9.545), construção civil (-7.781), indústria da transformação (-3.080) e serviços industriais de utilidade pública (-662). Apenas três setores tiveram resultados positivos: serviços (4.572), administração pública (1.575) e extrativa mineral (528).