O programa Mais Médicos encerrou 2024 com 230 profissionais em atividade no Acre. Só neste ano, 46 novos médicos foram incorporados para atender municípios mais distantes e regiões vulneráveis do estado. Em nível nacional, o programa chegou a 26.756 médicos atuando em 4.412 cidades e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).
A ampliação do programa foi parte do esforço do governo federal para fortalecer a atenção primária à saúde no país, especialmente em áreas com menor cobertura médica. Segundo o Ministério da Saúde, 60% dos profissionais estão alocados em municípios com maior vulnerabilidade social.
Desde a retomada do Mais Médicos, em 2023, o governo federal dobrou o número de vagas ativas, que era de 13 mil no início da gestão. Em todo o Brasil, 6.729 novos profissionais ingressaram no programa neste ano, beneficiando mais de 2 mil municípios.
O desempenho do programa foi debatido em um encontro nacional na última semana, que destacou o papel estratégico das referências regionais. Essas equipes funcionam como ponte entre o Ministério da Saúde e os territórios, fornecendo apoio técnico, acompanhamento e articulação das ações locais.
Para 2025, a meta do governo é consolidar os avanços, integrando ainda mais o programa à Estratégia Saúde da Família e ampliando a formação de profissionais para atuar na atenção primária.
Inclusão e qualificação
Entre os avanços do Mais Médicos em 2024, o Ministério da Saúde lançou um edital pioneiro com cotas para pessoas com deficiência, negros, indígenas e quilombolas. Além disso, 2.700 residentes em medicina de família e comunidade receberam bolsas de R$ 4 mil para formação em preceptoria, uma medida que visa qualificar novos profissionais.
Outra mudança foi a efetivação de 3,6 mil médicos bolsistas pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS). A medida garante a permanência desses profissionais nas localidades onde já atuam, fortalecendo o vínculo com as comunidades atendidas.
Com a continuidade do programa, o Acre segue ampliando o acesso à saúde básica, especialmente em regiões remotas e carentes do estado.


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