Nos três primeiros meses de 2021 já foram confirmados mais de 2 mil casos positivos de malária no Acre. Os dados são do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica (Sivep) e são comparados com o mesmo período de 2020.
Conforme o levantamento, em janeiro, fevereiro e março deste ano o estado confirmou 2.206 casos de malária. Em 2020, no mesmo período, os números contabilizados chegaram a 2.803, totalizando uma redução de 27,7% entre os períodos.
Entre as cidades que mais teve diagnóstico da doença estão Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves, no Vale do Juruá, interior do estado. Só as três cidades acreanas contabilizam 1.912 casos, 1.251 em Cruzeiro do Sul; 315 em Mâncio Lima e 346 em Rodrigues Alves. Juntas, as cidades estão classificadas como alto risco para a doença.
Em relação ao ano passado, a redução no total de casos registrados nos três municípios foi de 25,16%. Cruzeiro do Sul contabilizava 1.536 pessoas doentes com malária; Mâncio Lima 596 e Rodrigues Alves 423.
No dia 25 de abril é celebrado o Dia Mundial da Luta Contra a Malária. O Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológico (Sivep) pretende fazer uma reunião virtual de avaliação com a presença do Programa Nacional de Controle da Malária e representantes de Rondônia (RO) e Amazonas (AM).
Cidades sem casos
Ainda segundo o levantamento, seis cidades acreanas ainda não tiveram registros da doença esse ano. Entre elas está a capital acreana, Rio Branco, que em 2020 teve 35 casos nos três primeiros meses. Veja as demais cidades sem casos de malária.
– Santa Rosa do Purus – sem registro de malária no 1º trimestre de 2020 e 2021;
– Feijó – sem registro de malária no 1º trimestre de 2020 e 2021;
– Sena Madureira – sem registro de malária no 1º trimestre de 2020 e 2021;
– Manoel Urbano – sem registro de malária no 1º trimestre de 2020 e 2021;
– Epitaciolândia – registrou nove casos em 2020 e nenhum esse ano.
“A Sesacre promove capacitações e monitoramentos em conjunto com os municípios que atuam no combate à doença por meio das ações de Vigilância Epidemiológica para auxiliar no diagnóstico oportuno e o tratamento, que são os pilares do Programa Nacional. O estado monitora esses municípios de perto realizando reuniões virtuais e capacitações. Alguns municípios a gente ainda não conseguiu ir, por conta da pandemia, dar um suporte presencial, mas nossas ações não param”, explicou o responsável pela Área Técnica da Malária da Vigilância em Saúde da Sesacre, Dorian Jinkins de Lima. (G1 AC)


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