A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirmou que a decisão da União Europeia (UE) de manter o Brasil fora da lista de países habilitados para determinadas exportações de produtos de origem animal, a partir de setembro, não está relacionada a problemas sanitários ou ao uso inadequado de antimicrobianos na produção nacional.
Em nota divulgada após a formalização da medida pelo bloco europeu, a entidade destacou que o veto não decorre de questionamentos sobre a qualidade sanitária dos produtos brasileiros, nem de irregularidades identificadas nos sistemas de produção animal do país.
Segundo a ABPA, o impasse está ligado aos procedimentos de comprovação e reconhecimento, por parte da União Europeia, dos mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelas autoridades brasileiras.
“A medida não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, ressaltou a associação.
Exigências devem seguir critérios técnicos
A entidade defendeu que as exigências sanitárias e regulatórias aplicadas ao comércio internacional sejam baseadas em evidências científicas e critérios técnicos reconhecidos internacionalmente.
De acordo com a associação, os requisitos devem observar princípios de transparência regulatória, avaliações de risco e normas estabelecidas por organismos internacionais, como a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), o Codex Alimentarius e os acordos multilaterais de comércio.
Brasil possui sistema robusto de controle sanitário
A ABPA destacou que o Brasil conta com um dos mais robustos sistemas de controle sanitário e de produção animal do mundo, resultado da atuação conjunta entre o setor produtivo e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Segundo a entidade, esse trabalho garante elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança alimentar, requisitos exigidos pelos principais mercados consumidores internacionais.
Setor acompanha negociações com autoridades europeias
A associação informou que tem atuado em parceria com o governo brasileiro desde o início das discussões sobre o tema, apoiando os esforços técnicos conduzidos pelo Ministério da Agricultura para prestar esclarecimentos às autoridades europeias.
O objetivo é demonstrar a efetividade dos mecanismos nacionais de fiscalização e controle, buscando o reconhecimento dos sistemas brasileiros pelos órgãos reguladores da União Europeia.
A entidade afirmou que continuará acompanhando as negociações e colaborando com as autoridades brasileiras durante todo o processo.
“Estamos confiantes de que o diálogo técnico e a apresentação das informações necessárias contribuirão para o adequado reconhecimento dos mecanismos brasileiros de fiscalização, em conformidade com os padrões internacionais de produção e segurança alimentar”, concluiu a ABPA.


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