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quarta-feira, 3 de junho de 2026
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Tião Viana e 20 outros governadores cobram urgência na defesa da fronteira

Tião Viana e 20 outros governadores cobram urgência na defesa da fronteira

Carta do Acre pedia mais atenção da União com as fronteiras em encontro que aconteceu no Estado

Há sete meses, em Rio Branco, Tião Viana e outros 20 governadores do Brasil se reuniram no 1º Encontro de Governadores do Brasil pela Segurança e Controle das Fronteiras. Ao assinarem a Carta do Acre, as autoridades cobraram para que a União agisse com urgência na defesa das fronteiras brasileiras, que são o caminho de entrada para as drogas no país.

O encontro que trouxe para o Acre quase todo o Brasil foi articulado por Tião Viana, sendo um marco histórico na luta contra o narcotráfico. Com os índices de homicídio e tráfico de drogas crescendo em todo o território nacional, está claro para todos os setores da sociedade que uma das maiores causas é a falta de controle e ação efetiva nas fronteiras.

“O narcotráfico é fator determinante para o crescimento do crime organizado e de todos os problemas relacionados a essa prática ilegal.” A afirmação é de Eduardo Caldeira de Lima, em seu estudo “Cooperação interagências no combate ao tráfico internacional de drogas”, publicado em 2017. As fronteiras desprotegidas são portas abertas para o narcotráfico, logo, uma questão em que o governo federal deve agir com as Forças Armadas e suas agências de inteligência e combate ao crime, conforme prevê a Constituição.

Desde a assinatura da Carta do Acre até hoje, as tomadas de decisões por parte do governo federal foram tímidas e nenhum efeito surtiram no fator principal, que é o controle das fronteiras.

No último domingo, em rede nacional de televisão, reportagem do programa Fantástico, da Rede Globo, mostrou as consequências dessa omissão federal. Em um município como Marechal Thaumaturgo, na convergência de dois rios que nascem no Peru, o posto da Polícia Federal está fechado há quatro anos.

Acre combate a violência

Só no Acre, a faixa de fronteira com o Peru e a Bolívia soma mais de dois mil quilômetros, dos quais as vias fluviais se tornaram corredores para a entrada de drogas no Brasil. Só em março e abril deste ano, a Polícia Civil do Acre apreendeu cerca de 170 quilos de drogas na região do Juruá, de onde os rios seguem para o Rio Solimões, no Amazonas, rota historicamente usada para o tráfico e motivo de disputa entre as organizações criminosas.

Enquanto a União continua diminuindo os recursos para as forças de segurança que atuam nas fronteiras, o governador Tião Viana segue cobrando que o governo federal assuma sua responsabilidade. Ainda esta semana, ele esteve com o ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, para mais uma vez enfatizar a necessidade urgente de agir no foco do problema – os rios, estradas e caminhos abertos para o tráfico.