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sexta-feira, 19 de junho de 2026
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Após conclusão do inquérito, polícia indicia dono dos equipamentos por morte de enfermeira

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte da enfermeira Yasmili Araújo, de 23 anos, ocorrido no dia dois de julho deste ano. A jovem caiu de uma altura de 15 a 20 metros enquanto praticava tirolesa no parque aquático Piracema Park Club, em Rio Branco.

O delegado Alex Danny Tavares, responsável pelas investigações, destacou que foi comprovado que a montagem da tirolesa não atendia aos requisitos mínimos para funcionamento. Ele confirmou que o responsável pela montagem foi indiciado por homicídio doloso. “Estamos enviando hoje [segunda,10] o inquérito ao Judiciário já com o relatório e indiciamento de uma pessoa sendo responsabilizada pela morte direta da vítima. Com relação ao nome do autor, a gente preserva, porque é um direito dele”, disse. 

E acrescentou: “ele foi indiciado como autor direto de um homicídio doloso, com dolo eventual, pela grande quantidade de detalhes no sentido da ausência do cuidado com aquele equipamento que estava completamente irregular, fora das normas, dos padrões exigidos para seu funcionamento”, disse o delegado ao pontuar ainda que não foi confirmada nenhuma participação dos proprietários do parque aquático na morte de Yasmili.

“Identificamos que eles não teriam responsabilidade objetiva criminal direta sobre o evento morte, contudo sobre a parte Cível, com relação a eventuais danos morais, materiais, pela perda da vítima, porque foi uma vida que foi embora, aí é uma situação que tem que ser discutida na área Cível”, ´pontua.

Documento falso

Ainda de acordo com o delegado, o dono do equipamento alegou que o equipamento estava em estado de uso e que o teria usado na Expoacre 2019. Ao avaliar o laudo apresentado foi constatado que tratava-se de um documento falso.

“Foi instaurado um outro inquérito à parte para a gente investigar o uso do documento falso, para saber de onde partiu esse documento que dava suposto embasamento para o funcionamento da tirolesa naquele ano”, disse.

O delegado frisou ainda que os bombeiros fizeram a fiscalização, mas que a tirolesa não estava montada completamente e que, por isso, não houve vistoria. “Os andaimes, aquela parte metálica que forma a base da tirolesa, já estava montada ao tempo da fiscalização que o bombeiro foi ao local, isso é o que mostra as câmeras de segurança do local. Contudo, a gente entende a estrutura completa, como a parte do andaime, a parte de sustentação do equipamento, o cabo de aço, e na fiscalização aquele equipamento não estava montado por completo.”