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sexta-feira, 24 de julho de 2026
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Fecomércio/AC defende paralisação dos caminhoneiros

Fecomércio/AC defende paralisação dos caminhoneiros

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio/AC) -, através de seus sindicatos, defende a paralisação nacional dos caminhoneiros, mesmo entendendo que a medida prejudica diferentes segmentos da economia, causando atraso na chegada de matérias-primas e na reposição dos estoques no comércio.

Medidas descabidas geram reflexos negativos. O Governo Federal está pagando caro, pela política de recuperação da estatal do Petróleo brasileira, a Petrobrás. Fruto de desmandos de gestão, a Petrobrás vive um imenso desgaste financeiro, patrimonial e de crédito. Visando um reequilíbrio da estatal, o governo trilha o caminho da imposição de aumentos sucessivos do preço de seus produtos e esquece que combustível é um das molas propulsoras do setor produtivo nacional. Resultando na alta dos preços de produtos e serviços crescentes, redução da margem de ganhos das empresas e incertezas quanto às políticas de recuperação da economia.

Como resultado dos aumentos do preço dos combustíveis, emerge no Brasil uma greve geral dos transportadores de cargas, notadamente caminhoneiros, que paralisa o País. As medidas propostas pelo governo federal para solucionar o impasse, não estão sendo bem recebidas pelos grevistas, já que são passageiras e desoneram por um lado e oneram por outros, já que o governo propõe aumento de carga tributária para as empresas.

No dia de hoje, diversas rodovias brasileiras se encontram interditadas. Diversos aeroportos estão sem combustível para as aeronaves e indústria que utilizam diesel para mover suas fábricas poderão, em curto prazo, ter a produção paralisada.

As montadoras de automóveis estão com seus pátios totalmente tomados, sem espaço para alocação de novos produtos, o que pode ensejar uma paralização da produção, se nas próximas 24 horas as carretas não voltarem a rodar. As que estão em trânsito, não conseguem chegar ao destino, em face do bloqueio nas rodovias. Apenas este fato representa uma grande perda de receitas tributárias para o governo federal.

No Acre a situação poderá ser danosa, se nas próximas horas a situação não normalizar. Já se nota efeitos negativos no comércio e a probabilidade de escassez e falta nos estabelecimentos comerciais. Praticamente todos os insumos consumidos no estado do Acre chegam por transporte terrestre. Supermercados, notadamente os de grande rede, possuem estoques de produtos secos variando entre 15 e 20 dias. Itens de hortifrutigranjeiros tenderão entre dois e sete dias.

A superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Acre informou seu posicionamento na tarde desta quinta-feira, 24, acerca da atual situação. Segundo o superintendente, Thiago Caetano, o mais sensato seria uma providência por parte do próprio Governo Federal quanto ao momento.

A Fecomércio/AC informa ainda que, caso não ocorra um acordo ainda nesta semana, poderá haver impactos negativos na economia, como aumento no custo dos fretes e consequente alta no preço final das mercadorias para o consumidor. Tal variação pode pressionar os índices de inflação e, posteriormente, influenciar inclusive a política de juros, cuja trajetória de queda foi interrompida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em sua última reunião.

A redução artificial dos preços dos combustíveis e o corte do PIS/Cofins não resolvem o problema em definitivo, pois é necessária a discussão da elevada carga tributária do país, que em alguns casos corresponde a quase metade do preço final do produto. O ICMS é o principal elemento de elevação dos custos, onerando o produto ao consumidor final em 27%.