O Acre é um dos doze Estados que não conseguiram alcançar a meta de redução de analfabetismo da população de quinze anos ou mais em 2017, segundo informa a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) do IBGE. A meta era chegar a uma taxa de 6,5% mas decorridos três anos da proposta desse objetivo, o Acre ainda tem 12,1% de sua população acima de quinze anos sem saber ler e escrever.
Quatorze das 27 unidades da federação, porém, já conseguiram alcançar a meta do PNE, mas o abismo regional ainda é grande, principalmente no Nordeste, que registrou a maior taxa entre as regiões, 14,5%. As menores foram no Sul e Sudeste, que registraram 3,5% cada. No Centro-Oeste e Norte, os índices ficaram em 5,2% e 8,0%, respectivamente.
A taxa de analfabetismo da população com 15 anos ou mais de idade no Brasil caiu de 7,2% em 2016 para 7,0% em 2017, mas não alcançou o índice de 6,5% estipulado, ainda para 2015, pelo Plano Nacional de Educação (PNE). As informações estão no módulo Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, divulgado hoje pelo IBGE.
Em números absolutos, a taxa representa 11,5 milhões de pessoas que ainda não sabem ler e escrever. A incidência chega a ser quase três vezes maior na faixa da população de 60 anos ou mais de idade, 19,3%, e mais que o dobro entre pretos e pardos (9,3%) em relação aos brancos (4,0%).
O Governo do Acre tem empreendido grandes esforços no combate ao analfabetismo com o programa Quero Ler. Milhares de acreanos já foram alfabetizados nos últimos anos.


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