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sábado, 8 de agosto de 2026
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Pai de Gladson diz que patrimônio da família é fruto de trabalho e não de corrupção

O empresário Eládio Cameli, pai do governador Gladson Cameli (PP) comentou na quarta-feira, 5, sobre a Operação Ptolomeu, da Polícia Federal, que investiga supostos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro relacionados à membros do Governo do Estado do Acre.

Esta é a primeira vez que o empresário menciona o assunto. Em nota, Eládio, que faz parte do grupo de investigados, negou envolvimento nos supostos crimes. Ele também reforçou que o patrimônio construído por ele é resultado de trabalho e não corrupção, e diz que tem como ‘comprovar a origem lícita’ de seus bens e recursos.

O patriarca foi arrastado para o inquérito depois que um relatório produzido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou que, entre janeiro e agosto de 2019, período que coincide com os primeiros meses de mandato de Gladson, ele movimentou R$ 420,4 milhões em uma conta corrente na Caixa Econômica. Eládio nega a movimentação.

“Ele confia na Justiça brasileira e espera que, ao final da investigação, seja verificada sua total isenção com relação a qualquer fato tratado na investigação”, diz trecho da nota.

A família é investigada desde julho pela PF, que vê indícios de um suposto esquema de propinas em troca do direcionamento de licitações, contratações superfaturadas e a confirmação de recebimento de mercadorias não entregues e de serviços não prestados na área da Saúde e em obras públicas. 

Eládio afirma ainda que ‘ele e as empresas das quais é sócio não participaram de processos licitatórios ou de contratações diretas com o governo do Acre na atual gestão’.

Governador também nega irregularidades 

Em nota, os advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, que defendem o governador, dizem que a investigação é um ‘emaranhado de assuntos desconexos’. “Apenas suspeitas são lançadas, nenhuma imputação de crime é realizada. São apenas ilações desconexas”, afirmam. “Todas as suas movimentações financeiras são lícitas e o seu patrimônio tem origem conhecida, seja no âmbito privado, seja na renda auferida em razão das funções públicas ocupadas.” (Com informações do Estadão)