Ao menos 15 estados, mais o Distrito Federal, dizem que seguirão o posicionamento do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e não vão exigir pedido médico para a vacinação contra a Covid-19 de crianças entre cinco a onze anos.
Além do Acre, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, São Paulo e Sergipe também já sinalizaram que também não farão a exigência.
Os estados de Alagoas, Amapá, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e Tocantins não se manifestaram. O Amazonas informou que vai aguardar decisão do Ministério da Saúde
Já o Rio Grande do Sul vai debater a necessidade ou não com prescrição em uma comissão formada por estado e municípios.
O secretário de Saúde de Santa Catarina disse que é contra prescrição médica para vacinar crianças, mas submeterá decisão a uma comissão formada por estado e municípios
A decisão do Conass foi divulgada em carta aberta do presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Carlos Eduardo de Oliveira Lula, na sexta-feira, 24, segundo a qual o documento não será solicitado no momento da imunização.
A declaração foi dada um dia após o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmar que a pasta recomendará que as crianças de cinco a onze anos sejam vacinadas desde que haja prescrição médica e assinatura de termo de consentimento pelos pais.
Entretanto, até o momento, o Ministério da Saúde não adotou medidas para iniciar a aplicação da vacina em crianças. Ao invés disso, anunciou a realização de uma consulta pública para ouvir a sociedade a respeito da imunização desse público.
A imunização deste público com a vacina da Pfizer foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no dia 16 de dezembro. A Anvisa é o órgão de estado responsável pela palavra final em relação à liberação de vacinas.


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