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domingo, 9 de agosto de 2026
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Preso na 1ª fase da Operação Ptolomeu, empresário Rudilei Estrela é solto no Acre


Preso na 1ª fase da Operação Ptolomeu, empresário Rudilei Estrela é solto no Acre — Foto: Reprodução/Facebook

Preso na 1ª fase da Operação Ptolomeu, empresário Rudilei Estrela é solto no Acre — Foto: Reprodução/Facebook

O empresário Rudilei Soares de Souza, conhecido como Rudilei Estrela, foi solto neste domingo (26) após o prazo da prisão temporária terminar. A informação foi confirmada ao g1 pelo advogado que atua na defesa dele, Alessandro Callil.

Estrela estava preso no Complexo Prisional de Rio Branco desde o dia 16 deste mês, quando foi deflagrada a 1ª fase da Operação Ptolomeu, da Polícia Federal, que investiga supostos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro por membros ligados ao governo do Acre.

O empresário, que também é empreiteiro, é morador de Cruzeiro do Sul mas foi preso em Rio Branco e, no dia da operação, chegou a ser levado para a sede da PF na capital acreana.

Callil disse que a defesa vai deixar para falar nos autos, mas afirmou que o cliente “está à posição do Judiciário para esclarecer quaisquer fatos”.

Operação Ptolomeu

Segundo a investigação da PF do Acre, o grupo, formado por empresários e por agentes públicos ligados à gestão estadual, aparelhou a estrutura do governo para cometer crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, desviando recursos públicos e ocultando a destinação dos valores.

A PF não especificou quais são as suspeitas que recaem sobre o governador, nem especificou quais são os crimes imputados a cada um dos investigados.

2ª fase

A coordenadora de gabinete do governo do Acre, Rosângela Gama, presa preventivamente na quarta (22) na 2ª fase da Operação Ptolomeu, foi exonerada do cargo, na edição de quinta (23) do Diário Oficial do Estado (DOE).

A operação Ptolomeu investiga supostos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro por membros ligados ao governo do Acre. A Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou, no último dia 16, a primeira fase da operação, quando foram cumpridos 41 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão no Acre, Amazonas e Distrito Federal.

Nesta 2ª fase, a PF disse que foi detectado que servidores públicos, entre as quais Rosângela, estavam obstruindo a investigação, na tentativa de destruir provas essenciais para a continuidade das apurações, após a deflagração da 1ª fase. Um vídeo, que a Rede Amazônica teve acesso com exclusividade, mostra as investigadas ocultando celulares durante a deflagração da 1ª fase da ação.

Nas imagens é possível ver a coordenadora de gabinete do governador do Acre, Rosângela Gama, a coordenadora da Secretaria de Estado da Casa Civil e ex-secretária de comunicação, Silvânia Pinheiro; a empresária Wânia Pinheiro; a chefe de gabinete, Sabrina Gondim, e a ajudante parlamentar Mariana Moreira da Costa.

Foi com base nesse vídeo que a Polícia Federal pediu a prisão de Rosângela. As imagens são do dia 16 de dezembro, dia da busca e apreensão feita pela PF. O vídeo mostra o momento em que Sabrina esconde um objeto, parecido com um celular, embaixo da perna de Silvânia.

Em outro trecho, é possível ver quando Rosângela entrega um celular para a empresária Wânia, que repassa para Mariana, que sai do local com o objeto escondido na roupa.

À Rede Amazônica, o advogado de Rosângela disse que deve se pronunciar em momento oportuno. O g1 tentou contato com a defesa das demais investigadas, mas sem resposta. A porta voz do governo, Mirla Miranda, disse que o governo não vai se posicionar sobre o vídeo.

Sobre a segunda fase da operação, o governo do Acre se posicionou, por meio de nota, e disse que “o governador Gladson Cameli mais uma vez manifesta respeito, bem como colabora com todos os passos da investigação, de modo que fique esclarecido que o governo sempre agiu dentro da legalidade e do interesse público.” (Veja a nota mais abaixo)

Após isso, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decretou a prisão preventiva da coordenadora de gabinete, e a imediata instauração de novo inquérito policial para apurar o crime de obstrução de investigação de organização criminosa.

Por ordem ainda do STJ, policiais federais cumprem, ainda na manhã desta quarta, cinco mandados de busca e apreensão em Rio Branco, em endereços relacionados aos envolvidos.