O prefeito Tião Bocalom decretou situação de emergência no transporte público da Capital, após a paralisação de, pelo menos, oito linhas diferentes por falta de diesel, na manhã de segunda-feira, 20.
Segundo o Sindicato dos Transportes do Acre (Sinttpac), a retirada dos carros seria por falta de diesel, e as linhas não estariam sendo suficientes para pagar o combustível.
Em coletiva, o prefeito disse que o serviço praticado na cidade é sim de baixa qualidade, mas que está tentando contratar outra empresa para assumir a demanda, entretanto nenhuma mostrou interesse até então.

“Estamos aqui assinando o decreto de situação de emergência por meio do Decreto Municipal Nº1.694, de 20 de dezembro de 2021, que é um decreto de emergência pela situação que está de calamidade o nosso transporte público aqui em Rio Branco. Infelizmente, é uma coisa que já vem de muito tempo, o transporte coletivo que já vem capengando há muito tempo, tanto que exigiu mudança, mas, infelizmente, outros gestores não tomaram as providências a ponto de hoje nós termos uma frota que era para ter uma média de cinco anos de uso e temos uma com uma média de 10 anos de uso.”, disse Bocalom.
Também será aberto um edital para que alguma nova empresa assuma as linhas deixadas pela viação Floresta, que não opera mais na capital acreana. As linhas afetadas foram: Amapá, Seis de Agosto/Judia, Belo Jardim I e II, Irineu Serra, Bahia/Carandá, Cabreúva/Aeroporto Velho, Floresta) e Wanderley Dantas
De onde veio e para onde vai?
Os problemas começaram a surgir ainda em 2020, quando o atual prefeito afirmou que não iria repassar nenhuma verba adicional para as empresas de transporte público de Rio Branco, e que elas precisavam arcar com as consequências da pandemia.
Após isso, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do Acre (Sindcol) entrou com uma ação na tentativa de receber o valor, porém a Justiça acreana vetou o pedido.
Em meio aos problemas, os motoristas de ônibus entraram em greve, forçando a população a buscar outras maneiras de se locomover pela cidade. Depois de diversas manifestações, o serviço foi normalizado.
Mais tarde, já em setembro de 2021, os vereadores escolheram os integrantes da CPI do transporte público municipal, que é responsável por apurar diversos problemas relativos ao tema, e será retomada em 2022.
Na semana passada, paralisações voltaram a acontecer, desta vez no Terminal Urbano. Os trabalhadores alegavam estar com salários de dois meses atrasados, como também o décimo terceiro. Porém, o movimento não durou muito, e foi encerrado já na parte da tarde do mesmo dia.


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