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sábado, 27 de junho de 2026
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“Nós temos quase 79 mil famílias acreanas sem nada”, denúncia deputado Leo de Brito

Com o fim do Bolsa Família e do Auxílio Emergencial, milhares de brasileiros e brasileiras ficaram sem qualquer tipo de renda em meio a pandemia da Covid-19. Na manhã desta sexta-feira, 19, o deputado federal Leo de Brito (PT/AC) realizou uma entrevista coletiva para denunciar o descaso do governo Jair Bolsonaro com as famílias afetadas pelo corte.

“Aqui no Acre, 169 mil famílias recebiam o Auxílio Emergencial até o mês de outubro. O Auxílio Emergencial e o Bolsa Família foram extintos, aí, eles [governo federal] criaram o ‘Auxílio Brasil’ que promete R$ 400, mas, está pagando apenas R$ 200, nesse mês de novembro, contemplando apenas 90 mil famílias. Então, nós temos quase 79 mil famílias aqui no estado do Acre que estão sem nada. No Brasil, são mais de 25 milhões de pessoas que ficaram sem renda nenhuma”, alertou Leo.

Leo de Brito realizou coletiva de imprensa para denunciar o descaso (Foto: Cassis Play)

De acordo com o estudo apontado pelo parlamentar, a maior parte da população afetada pelo corte está entre faixa etária de 18 a 34 anos, justamente, as que mais sofrem com a alta do desemprego, a qual o estado ocupa um dos maiores índices do país (15,9%, segundo levantamentos do PNAD/IBGE).

Outro fator preocupante é a perda financeira do Estado. Com a extinção dos programas, muitos municípios acreanos enfrentarão dificuldades, logo, haverá menos dinheiro circulando no comércio, o que afeta diretamente as vendas de fim de ano. No Acre, os 79 mil beneficiários a menos representam uma movimentação de R$ 145,67 milhões que deixaram de circular na economia.

“Eles simplesmente acabaram com o Bolsa Família, com o Auxílio Emergencial e criaram o Auxílio Brasil, que tem o prazo de duração somente até o ano que vem. Nós, inclusive, estamos denunciando, pois nada mais eleitoreiro do que isso. E o pior é que no Acre eles excluem 79 mil famílias”, endossa o deputado.

Além de denunciar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF), Leo de Brito tem informado as prefeituras acreanas sobre o impacto da mudança e buscado parcerias para solucionar a situação e não deixar as famílias acreanas desamparadas. Nos próximos dias, vai se reunir com a secretária de Estado de Assistência Social para discutir o assunto.

“Nós estamos formalizando um requerimento para o ministro de Desenvolvimento Social para saber o que será feito com essas pessoas, vamos entrar com uma ação no STF para que obrigue o governo federal a tratar dessa situação. Caso nada seja feito, vamos viver um caos social, tanto no estado do Acre quanto no Brasil”, destacou.

Impacto econômico

Além do caos social, aumentando a miséria e a fome, os cortes do governo Jair Bolsonaro aos beneficiários que recebiam o auxílio vão gerar um impacto econômico negativo no Acre. Serão R$ 145,67 milhões que deixaram de circular na economia na economia.

“O Acre é um estado pobre, as pessoas estão sofrendo com o desemprego, e a economia está praticamente parada. Com a mudança do Auxílio Emergencial e Bolsa Família para o Auxílio Brasil, mais de R$ 100 milhões deixarão de circular no Estado do Acre e isso impacta diretamente o comércio e as vendas de fim de ano”, observa Leo.