A liderança indígena do povo Ashaninka do Acre, Francisco Piyãko, rebateu a fala do ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP26), de que “onde há muita floresta há muita pobreza”.

Em suas redes sociais, Piyãko disse ter vergonha do posicionamento de Joaquim Leite. “A nossa visão é totalmente ao contrário do que o ministro está falando. Onde há floresta, há muita riqueza! Nos envergonha muito, um ministro de estado compreender a Amazonia deste jeito, principalmente, perante a Conferência da ONU sobre o Clima”, afirmou.
O discurso do ministro do Meio Ambiente, na última quarta-feira, 10, foi alvo de críticas por ambientalistas, ONGs e cientistas. No plenário da COP26, em Glasgow, na Escócia, Leite disse: “Temos que reconhecer que onde há muita floresta há muita pobreza”.
Desenvolvimento sustentável

A fala do ministro do Meio Ambiente se contrapõe à realidade dos povos indígenas, maiores defensores e cuidadores da floresta. O povo Ashaninka do Rio Amônia, em Marechal Thaumaturgo, por exemplo, executa projetos de desenvolvimento sustentável tanto em seu território quanto no entorno.
Ao longo de 30 anos, os Ashaninka plantaram aproximadamente três milhões de árvores, incluindo espécies de frutíferas e madeireira. Atualmente, estão trabalhando com sementes florestais, realizando a coleta de espécies raras para fazer a comercialização para plantio de áreas degradadas em todo o país.

Quando se trata de alimentação, o povo Ashaninka tem uma farta produção em seus roçados, com diversos tipos de batatas, macaxeira, frutas plantas medicinais.


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