O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, decidiu acatar a orientação do Ministério Público do Acre (MPAC) e afastou por 60 dias o secretário de Saúde, Frank Lima, acusado por servidoras públicas de assédio moral e sexual. A informação foi repassada na tarde desta quinta-feira, 2, pela Procuradoria Geral do Município.

O afastamento temporário foi recomendado pelo MPAC porque o gestor estaria interferindo nos trabalhos da comissão processante que apura as denúncias contra ele. A diretora de Gestão da Secretaria Municipal de Saúde, Tatiana Mendes de Assis, também foi afastada pelo mesmo período, e exonerado um servidor, que também estariam atuando para prejudicar as investigações.
Segundo o promotor de Justiça que responde pela 2ª Promotoria Especializada de Defesa do Patrimônio Público e Fiscalização das Fundações e Entidades de Interesse Social, Daisson Gomes Teles, após a realização de oitivas pelo MPAC, foram verificados fortes indícios de que o secretário e os dois servidores públicos estavam atuando para interferir no procedimento administrativo disciplinar.
“A situação exigia pronta atuação do MPAC, com investigação profunda e eficiente, sobretudo porque foi supostamente praticada por uma alta autoridade municipal. O objetivo é verificar se a conduta do gestor está dentro dos parâmetros da moralidade administrativa ou se afrontou os demais princípios constitucionais”, observa o promotor.
O MPAC recomendou o afastamento dos servidores públicos até que a comissão processante conclua o procedimento administrativo disciplinar, sob pena de corresponsabilidade nas esferas civil e criminal.


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