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Comércio varejista lidera a receita e geração de empregos no Acre em 2019

A Pesquisa Anual do Comércio (PAC) retrata as características estruturais do segmento empresarial da atividade de comércio no Estado e permite a comparação da estrutura da atividade comercial em pontos diferentes no tempo e identificar mudanças estruturais. Na PAC as atividades se dividem em três segmentos: comércio de veículos, peças e motocicletas; comércio por atacado; e comércio varejista. 

No Acre, o setor de comércio ocupou 17 822 pessoas em 2019, registrando, portanto, aumento de 11,9% em relação a 2010 (15.921). Em salários, retiradas e outras remunerações foram pagos R$ 385 milhões, valor que superou o dobro de 2010 (R$ 187 milhões). Em 2019 as empresas comerciais registraram receita bruta de R$ 6,9 bilhões, dos quais R$ 789 milhões foram auferidos no segmento de comércio de veículos, peças e motocicletas; R$ 2,3 bilhões no comércio por atacado; e R$ 3,7 bilhões no comércio varejista. 

A margem de comercialização é definida como a diferença entre a receita líquida de revenda (parcela da receita operacional líquida advinda exclusivamente da revenda de mercadorias) e o custo das mercadorias revendidas. Em 2019, no nosso estado, a margem de comercialização totalizou R$ 1,5 bilhão, sendo o comércio varejista responsável pela maior parcela (65,2%), seguido do comércio por atacado (26,4%) e comércio de veículos, peças e motocicletas (8,4%).

Mais de 73% dos empregados do comércio atuam no varejo

Das 17 822 pessoas ocupadas em empresas comerciais em 2019 no Acre, a maior parte (13 159 pessoas) estava empregada no comércio varejista, representando 73% do total de trabalhadores do comércio. Já o  comércio por atacado ocupou 16,7% desses trabalhadores, significando 2.988 pessoas. O comércio de veículos, peças e motocicletas ocupou 9,4%, ou seja, 1 675 pessoas.

A representatividade do atacado permaneceu relativamente estável nos últimos 10 anos da pesquisa, com um de acréscimo de 2,6 p.p. no período. O comércio de veículos, peças e motocicletas, teve redução de 2,5 p.p. em relação a 2010.
Gráfico, Gráfico de pizza

Descrição gerada automaticamente

Estrutura das empresas comerciais nas Grandes Regiões brasileiras

A PAC permite uma análise da estrutura regional de importantes variáveis do comércio. Os resultados de 2019 apontaram que a Região Sudeste deteve a maior parcela da receita bruta de revenda, do número de unidades locais, do pessoal ocupado e dos salários, retiradas e outras remunerações, seguida das Regiões Sul, Nordeste, Centro-Oeste e Norte. Esse ranking permaneceu constante desde o ano de 2010. 

A Região Sudeste foi responsável, em 2019, por 50,0% da receita bruta de revenda e 49,6% das unidades locais das empresas comerciais. Houve redução na participação da receita bruta de revenda no Sudeste desde 2010, quando essa Região concentrava 52,4% do total, em favor, principalmente, das Regiões Sul – que passou de 19,5% para 20,8% – e Centro-Oeste – que passou de 9,1% para 10,3% do total da receita bruta. Com relação ao número de unidades locais, a Região Sudeste também perdeu participação (-0,3 p.p. no período), porém menos que a Região Sul (-0,5 p.p.), enquanto o Centro-Oeste registrou o maior ganho de representatividade, com um aumento de 0,6 p.p. nos últimos 10 anos da pesquisa. Com relação ao total de pessoas ocupadas, a Região Sudeste apresentou o maior

ganho de participação (0,5 p.p.), mesmo já detendo a maior parcela entre as Regiões (51,9% em 2019), enquanto a Região Sul teve a maior redução na participação (-0,5 p.p.). Essa variação na representatividade dessas duas Regiões apresentou movimento inverso quando analisados os salários, retiradas e outras remunerações. As Regiões Sul e Sudeste registraram um ganho de 0,4 p.p. e uma perda de 0,2 p.p., respectivamente. A Região com a maior perda de participação, entretanto, foi a Nordeste (-0,4 p.p.), passando de 13,4% em 2010 para 13,0% em 2019.

Desagregando a atividade comercial no nível de cada Unidade da Federação, percebe-se que o Estado de São Paulo deteve a maior parcela da receita bruta de revenda no País em 2019, registrando 30,5% do total, seguido por Minas Gerais (9,6%) e Paraná (7,8%). Destacou-se também o Rio de Janeiro, que somava 8,1% da receita bruta de revenda do País em 2010 e passou a somar 6,9% em 2019, passando da terceira para a quinta posição no ranking nacional.

Entre as Grandes Regiões, vale destacar as Unidades da Federação que concentram a maior parte da receita bruta de revenda. Em 2019, na Região Sudeste, apenas o Estado de São Paulo deteve 61,1% do total; no Norte, dos sete Estados que compõem a Região, dois – Para (36,9%) e Amazonas (24,8%) – concentraram 61,7%; e, no Nordeste, dos nove Estados da Região, três – Bahia (26,8%), Pernambuco (19,8%) e Ceará (15,6%) – geraram 62,2% do total.

Algumas mudanças na representatividade das Unidades da Federação também merecem destaque. Na Região Norte, o Estado do Amazonas respondia por 31,7% da receita em 2010, caindo para 24,8% em 2019 (-6,9 p.p.), enquanto o Tocantins cresceu de um patamar de 6,1% para 13,2% (7,1 p.p.) no mesmo período.