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quinta-feira, 18 de junho de 2026
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Rebeca Andrade leva prata inédita no individual geral da ginástica artística

Rebeca Andrade na final da prova individual geral da ginástica artística
Rebeca Andrade na final da prova individual geral da ginástica artísticaCrédito: Jamie Squire – 29.jul.2021/Getty Images

A brasileira Rebeca Andrade conquistou nas Olimpíadas de 2020, nesta quinta-feira (29), uma inédita medalha para a ginástica artística do país. A ginasta ficou com a medalha de prata no individual geral, que premia a atleta com a performance mais completa em quatro aparelhos. Foi, também, o primeiro pódio de uma mulher brasileira na ginástica artística dos Jogos Olímpicos.

Rebeca terminou as quatro provas – salto, barras assimétricas, trave e solo – com 57.298, menos de dois décimos atrás da norte-americana Sunisa Lee (57.433). A russa Angelina Melnikova, que também estava na disputa pelo ouro, foi bronze, com 57.199.

Ela chegou até o último aparelho, o solo, com boas chances de levar o ouro. Ao som do hit funk “Baile de Favela”, Rebeca fez uma apresentação contagiante. A brasileira, no entanto, pisou duas vezes fora do tablado, o que tirou alguns décimos de sua nota, e não conseguiu superar a norte-americana.

Rebeca Andrade sentada no tablado ao fim de sua apresentação no solo
Rebeca Andrade fecha apresentação no solo e garante prata no individual geral da ginástica artísticaCrédito: AP Photo/Natacha Pisarenko

Com uma performance um pouco melhor que a brasileira, Sunisa Lee, 18, cravou 13.700 no solo e herdou a medalha de ouro conquistada por Simone Biles nos Jogos do Rio de Janeiro. 

Rebeca tem chances ainda de levar mais duas medalhas nas Olimpíadas 2020, nas finais do salto, no próximo domingo (1º), e do solo, na segunda (2).

Disputa equilibrada em todos aparelhos

Rebeca começou a disputa justamente no salto, seu aparelho mais forte e onde também se classificou para a final. Ela marcou 15.300 – a melhor entre as finalistas de sua rotação – e assumiu a primeira posição.

Rebeca Andrade nas barras assimétricas na final da ginástica feminina
Rebeca Andrade nas barras assimétricas na final da ginástica femininaCrédito: Natacha Pisarenko – 29.jul.2021/AP

Na sequência, foi para as barras assimétricas, fez uma boa apresentação e melhorou sua participação em relação às classificatórias – alcançou 14.666, contra 14.200 da nota tirada no domingo (25).

Na trave, com uma apresentação segura, ela conseguiu a nota de 13.266, mas houve de pedido de revisão para os juízes, que aumentaram a nota em quatro décimos. Isso fez com que a brasileira chegasse ao último aparelho, o solo, na segunda posição, atrás apenas de Sunisa Lee.

A 5ª medalha do país na ginástica

Essa é a quinta medalha da história do país na ginástica artística das Olimpíadas, inédita tanto entre as atletas brasileiras quanto na tradicional prova do individual geral.

Arthur Zanetti foi o primeiro a conseguir o pódio, conquistando o ouro em 2012 e a prata em 2016, sempre nas argolas. Na disputa do solo nas Olimpíadas do Rio, Diego Hypólito foi prata e Arthur Nory levou o bronze.