Maria Meirelles
O caso da digital influencer acreana Ludmilla Cavalcante tem repercutido nacionalmente. Há 10 meses distante da filha, a jovem tenta reaver a guarda da pequena Antonella, de 1 ano e 10 meses, na justiça.

A guarda da criança está provisoriamente com o pai, em Bastos – interior de São Paulo. Segundo Ludmilla, quando foi ter a segunda filha, o pai de Antonella tramou uma situação para ficar com a criança indevidamente.
“Ele usa um documento, que não tem validade jurídica, para anexar no processo que eu dei a menina. A minha filha nunca foi dada, ela nunca foi vendida, nunca foi emprestada. Ela continua sendo minha filha e eu estou solicitando que ela volte para casa”, disse Ludmilla ao OPINIÃO.
Durante a entrevista, a jovem se emociona. “Só quero que a minha filha volte para casa. Acredito que a justiça tarda, mas não falha. Se não deu na primeira instância, vamos à segunda, à terceira, ao Supremo Tribunal Federal, mas a minha filha vai voltar para casa porque ela tem o direito de ter mãe. Eu fui enganada e eu quero que a minha filha volte para casa”, afirmou.
Reconhecimento de paternidade
Além do processo judicial para recuperar a tutela da filha mais velha, Ludmilla Cavalcante abriu outra ação contra ex-companheiro, solicitando a realização de exame de DNA da filha mais nova, para que haja o reconhecimento de paternidade da criança.
“A Catarina enfrenta um processo de reconhecimento de paternidade. O nosso acordo era de que quando ela nascesse, ele trouxesse a Antonella e viesse registrá-la. Mas, ele não trouxe a minha filha e nem veio registrar a outra filha dele. A Catariana está com registro provisório, sem o nome do pai, e eu estou buscando na justiça o direito dela. A pensão não é um direito da mãe. É um direito da filha”, observa Ludmilla.
Justiça Por Antonella
A campanha puxada por Ludmilla nas redes sociais #JustiçaPorAntonella tem ganhado adesão e apelo nacional. Segundo a influenciadora, muitas mães a procuraram para compartilhar casos semelhantes ao seu.
“A minha história é a história da Maria, da Francisca, da Luana, da Lúcia, de mais um monte de mulheres nesse Brasil inteiro. A guarda natural é da mãe, mas justiça não está nem aí para isso. Meu caso não é isolado, é uma brecha muito triste na legislação. E eu quero muito acreditar que aminha filha vai voltar para casa, porque a justiça pode até tardar, mas ela não vai falhar”, afirmou
Confira a entrevista na íntegra:
Lei também: Há 10 meses separada da filha, digital influencer trava luta na Justiça para recuperar a guarda


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